Correios reabrem PDV após modelo não atingir meta de oito mil funcionários

  • Por Jovem Pan
  • 16/05/2017 07h57
Marcello Casal Jr./ABr Marcello Casal Jr./ABr SAO PAULO / 20/06/2014 / ECONOMIA / Funcionária trabalhando em posto do Correio. Foto:

Correios reabrem plano de demissão voluntária após modelo não atingir meta esperada pela estatal. O presidente Guilherme Campos confirma que o PDV aberto entre janeiro e fevereiro não chegou aos 8 mil funcionários, para a previsão de economia na casa de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão.

Campos ressalta que 5,5 mil trabalhadores aderiram ao programa, mas grande parte desistiu, os números não foram fechados, mas as condições serão mantidas.

As empresas têm 17 mil funcionários elegíveis ao PDV, com mais de 55 anos ou mais de 15 anos de serviço. O presidente da estatal que o Tribunal Superior do Trabalho irá mediar uma solução para o Postal Saúde.

O plano de saúde é a maior causa do rombo da empresa que, em 2016, deve registrar prejuízo de R$ 2 bilhões, e o balanço ainda não foi publicado.

Em 2015, o prejuízo foi de R$ 2 bilhões, causados pelo plano de saúde.

A proposta dos Correios é arcar com 100 por cento das despesas com saúde de seus trabalhadores e aposentados. Mas os dependentes seriam arcados pelos empregados, mas, nos anos em que a empresa registrar lucro, ela contribuiria com 15% desse gasto.

O Postal Saúde tem 400 mil vidas, sendo 110 mil funcionários ativos e 30 mil aposentados.

Os restantes são dependentes, além de pais e mães dos empregados. Os Correios arcam com 93% das despesas do plano, e os funcionários e aposentados, com 7%, modelo insustentável, na avaliação de Guilherme Campos.

O presidente avalia que o plano de recuperação pode evitar a privatização, e a
a venda dos Correios será realizada apenas se as ações não forem suficientes para socorrer a companhia.

No curto prazo, o objetivo é cortar despesas e melhorar os serviços para evitar perda de participação do mercado.

*Informações do repórter Marcelo Mattos