Custo do dólar e de locomoção faz busca de brasileiros por imóveis nos EUA cair

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2016 13h15

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Dólares

 A cotação do dólar em alta e as incertezas na economia nacional diminuem o apetite dos brasileiros por imóveis no exterior, mas seguem longe de inviabilizar o negócio. Até a metade do ano passado, o principal alvo dos interessados em diversificar investimentos estava nos paraísos dos latinos nos Estados Unidos.

O economista Alexandre Chaia associa a procura dos brasileiros por unidades em Miami e em Orlando ao fator preço e à rotina de deslocamentos para lá. Em entrevista a Denise Campos de Toledo, o professor do Insper explica as razões da mudança e estabelece perspectivas para os próximos meses: “Porque os imóveis, principalmente nos EUA passaram muito tempo desvalorizados por causa da crise de 2008, então eles estavam baratos. Hoje já não estão tão baratos. Investir hoje nos EUA tem que tomar cuidado, já teve demanda grande de imóveis, já subiu o preço e não está mais tão vantajoso como estava no período da crise”.

A mudança de rumo da economia no Brasil abre espaço para um novo perfil de investidor disposto a comprar imóveis nos países estrangeiros. O especialista em negociar unidades no exterior, Pedro Barreto, enumera os focos de atratividade do momento e os benefícios adicionais com a compra: “O que acontece é que está começando a haver uma nova visão, uma nova onda de investidores, talvez um pouco mais profissionais, com uma visão mais financeira do investimento imobiliário, que estão procurando oportunidades em nichos de mercado onde consigam gerar renda”. Barreto ainda explica que o brasileiro pode conseguir um retorno de até 12% ao ano ao alugar os imóveis comprados no exterior. O especialista lembra que esta margem não leva em conta a valorização da unidade, mas recomenda cuidado com custos de manutenção e com o câmbio.