David Uip admite estar “realista” sobre fase de testes da “pílula do câncer”

  • Por Jovem Pan
  • 25/07/2016 07h33
O governador Geraldo Alckmin durante anúncio da publicação do edital das Parcerias Público-Privadas (PPP) para a construção de três hospitais, um em São José dos Campos, um em Sorocaba e um na capital, o Pérola Byington Nova Luz. DATA: 09/10/2013 LOCAL: São Paulo/SP FOTO: EDSON LOPES JR/A2 FOTOGRAFIA(Arquivo Agência Assembleia) David Uip

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo afirmou que está “realista” com o início dos testes em humanos da fosfoetanolamina, a “pílula do câncer”.

“Estou realista. O que o Estado e o Brasil necessitam é de resposta se ela [pílula] tem atividade parcial, total ou se não tem nenhuma atividade. Essa resposta, a comunidade científica deve à população há 20 anos. Eu torço para que a pílula seja bem sucedida”, disse David Uip.

Nesta segunda-feira (25), os testes começarão para determinar a segurança da dose. Caso não ocorram efeitos colaterais, a pesquisa muda de fase e passa a abranger um número maior de pacientes.

A princípio serão avaliadas as reações em dez tipos de câncer: cabeça e pescoço, mama, pulmão, colo, fígado, pâncreas, melanoma, estômago, colo uterino e próstata.

Caso os testes com os dez primeiros pacientes seja efetivo, a fase sequencial é a de testes em 21 pessoas por grupo, num total de 210 pacientes. “Nestes 10 grupos, se três se mostrarem úteis, serão introduzidos mais 80 pacientes em cada grupo. ou seja, mil pacientes no total”, explicou o secretário.

Questionado se a Furp, fábrica de remédios do governo estadual, participaria do processo de distribuição do medicamento – em caso deste ser bem sucedido nos testes – David Uip destacou: “não há a possibilidade da Furp participar disso. A substância tem pedido de patente do pesquisador Gilberto Chierice e seus associados. O Estado de São paulo não vai se envolver na produção, nem na venda e nem na distribuição”.

O pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que iniciou a produção da substância, acompanha a fase de testes, segundo o governo. Em caso de testes bem sucedidos, cabe a ele decidir pela gratuidade ou não na distribuição do composto. “Não cabe ao Estado nem vender e nem distribuir a pílula, mas ver a efetividade da pílula”, completou.