Izabella Camargo comenta sobre Síndrome de Burnout: ‘Tudo em excesso é ruim, até aquilo que você ama’

Jornalista foi a convidada da edição desta terça-feira, 9, do programa De Tudo Um Pouco

  • Por Jovem Pan
  • 09/02/2021 22h44
Jovem Pan/ De Tudo Um PoucoJornalista também falou sobre sua saída da Globo

A jornalista e escritora Izabella Camargo comentou sobre os impactos da Síndrome de Burnout, dizendo ter sentido “ausência de si mesmo”  por conta da doença. A jornalista foi a convidada da edição desta terça-feira, 9, do programa De Tudo Um Pouco, que é transmitido de terça à sexta no canal da Jovem Pan Entretenimento e no Panflix às 21h. Ao falar sobre o assunto, ela disse que amava o que fazia e não via problema em cometer excessos. “Você ama tanto o que você faz que você não vê problema em fazer mais pelo trabalho, e ai você vai abrindo mão do seu sono, do seu lazer, da sua família. E isso, com o tempo, vai cobrando seu preço. Foram dois anos assim, até que eu vivi um esgotamento físico e mental e ai eu recebi o diagnóstico de Síndrome de Burnout”, disse Izabella, que explicou: “Tudo em excesso é ruim, até aquilo que você ama. O Burnout é muito mais provável acontecer com quem ama o que faz, porque não vê problema em abrir mão de si para trabalhar. Não é para parar de trabalhar. O que eu promovo, através de palestras é: ‘faça micropausas ao longo do dia’. Continue fazendo o que você ama, mas com saúde”.

Além disso, a jornalista comentou sobre como seu diagnóstico afetou sua carreira na Rede Globo, onde trabalhava na época. Ao falar sobre sua saída da emissora, Izabella disse que não teve comunicação com a empresa no processo. “Eu tive diagnóstico e me afastei. Se você puder evitar a Síndrome de Burnout, é a melhor coisa que você pode fazer pela sua carreira, pela sua vida. Porque o Burnout afeta sua saúde, seu trabalho, sua carreira e seus relacionamentos. O primeiro passo para quem tem síndrome de Burnout é afastamento. Eu não pude ficar, fui dispensada. Não vivi comunicação”, disse a jornalista, que continuou, falando sobre como a legislação deve garantir estabilidade nesses casos: “Quando você está sob tratamento de um problema ocupacional, você tem um ano de estabilidade profissional. Se você tiver um diagnóstico de qualquer problema de saúde dentro do ambiente profissional, você tem um ano de estabilidade. Como eu não tive direito a um ano de estabilidade, eu pude retornar de acordo com as orientações jurídicas, mas eu fiquei só duas semanas e depois sai”.

Confira a íntegra da edição do De Tudo Um Pouco desta terça-feira, 9: