Defesa de Temer no TSE pede anulação de depoimentos da Odebrecht

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2017 06h23
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GRA025. BRASILIA, 22/04/2017.- El presidente de Brasil, Michel Temer, durante la entrevista concedida a la Agencia EFE en Brasilia, en la que destacó la visita a su país la semana próxima del presidente del Gobierno español, Mariano Rajoy, y abordó cuestiones de actualidad nacional e internacional. EFE/Joédson Alves EFE/Joédson Alves Michel Temer dá entrevista à agência EFE

A defesa do presidente Michel Temer trabalha em duas frentes para tentar inocentar o peemedebista no processo que julga a chapa vencedora nas eleições de 2014, no Tribunal Superior Eleitoral.

Nesta segunda-feira (08) foi o último dia para as partes envolvidas enviarem as alegações finais – no caso, as defesas de Dilma Rousseff e de Temer e o PSDB, autor da ação.

Os advogados de Temer entendem que todos os depoimentos e provas coletadas relacionados à Odebrecht devem ser anulados do processo. O argumento é que eles divergem da acusação inicial do caso, em 2015, de que a campanha teria recebido dinheiro ilegal da Petrobras.

Para o advogado que defende o atual presidente no caso, Gustavo Bonini, apenas fatos relacionados à Petrobras deveriam se considerados. “Esse processo começou em relação a uma suspeita de que recursos da Petrobras teriam vindo à campanha, mas ficou claro que não há. Acontece que dois anos depois de iniciado o processo, surgiram fatos novos”, disse.

Outro ponto defendido pela defesa de Michel Temer é a separação entre as contas dele e as da então presidente Dilma Rousseff, sob a alegação de que Temer abriu uma conta bancária diferente da que foi usada pela petista.

De acordo com Gustavo Bonini, não há indícios de que o então vice-presidente teria recebido dinheiro ilegal da Petrobras.

A expectativa é que, na semana que vem, o presidente do TSE Gilmar Mendes marque o reinício do julgamento, que deve acontecer na segunda quinzena de abril.

A chapa Dilma-Temer é acusada de abuso de poder político e econômico nas últimas eleições. Se forem condenados, Dilma pode perder todos os direitos políticos e Temer, ser afastado da Presidência da República.

*Informações do repórter Levy Guimarães

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