Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot rebatem o ministro Gilmar Mendes sobre vazamentos da Lava Jato

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2017 20h31
Cerimônia de devolução a Petrobras de valores recuperados pela Operação Lavajato. Na Foto: Deltan Dallagnol, procurador e coordenador da Operação Lavajato (José Cruz/Agência Brasil)Deltan Dallagnol - ABR

O 3 em 1 desta quarta-feira, 22, repercutiu a entrevista exclusiva concedida pelo procurador do MPF e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, ao Jornal da Manhã. 

Na terça-feira, 21, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou o possível vazamento de nomes citados nas delações da Odebrecht por parte do Ministério Público, e sugeriu a possibilidade de um descarte de provas da Lava Jato. 

O procurador Deltan Dallagnol rebateu o ministro, afirmando que o descarte de provas da Operação por causa de vazamentos “não faz qualquer sentido”. Segundo ele, anula-se uma prova quando ela teve a origem ilícita, e não com base em vazamentos. 

Em um discurso duro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu-se de acusações sobre vazamentos de informações da Lava Jato. Sem citar o nome de Gilmar Mendes, Janot afirmou que está sendo cometida uma “decrepitude moral” e uma “disenteria verbal”. 

Vera Magalhães acredita que não interessa a ninguém um bate-boca entre o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal. Carlos Andreazza concorda com Dallagnol quanto a impossibilidade de se anular provas a partir de vazamentos. Para Marcelo Madureira, a entrevista do procurador da Lava Jato foi importante para melhorar o nível de informação da sociedade.

Confira o debate completo no 3 em 1: