Democratas lamentam derrota, mas pregam união nos Estados Unidos

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2016 07h09
Hillary Clinton lidera nas pesquisas - EFE

Depois de dois mandatos à frente da Presidência dos Estados Unidos, com Barack Obama, os democratas enfrentam derrota, tida por muitos, como surpreendente.

Nesta quarta-feira (09), em Nova Iorque, a candidata derrotada Hillary Clinton declarou que o resultado da eleição mostra o quanto a opinião pública dos Estados Unidos está dividida.

Bastante aplaudida e visivelmente emocionada, Hillary desejou sucesso a Donald Trump e disse que espera que ele trabalhe em prol de todos os americanos.

A democrata disse que até se ofereceu para trabalhar com ele em nome do país, pedindo que os americanos olhem para o futuro e tenham a “cabeça aberta” para o novo presidente. “Donald Trump vai ser o nosso presidente. Devemos a ele uma mente aberta e a chance de liderar. Nossa democracia constitucional garante a transferência de poder em paz. Nós valorizamos isso”, disse a democrata.

Hillary agradeceu o apoio que recebeu ao longo da campanha, desde os apoiadores e voluntários, até mesmo de sua família e da família do presidente Barack Obama.

O discurso da democrata trouxe questões importantes, como o chamamento para que os americanos conduzam a luta pelos seus desejos, sobre esperança e inclusão.

Minutos depois, na Casa Branca, em Washington, o presidente Barack Obama falou ao lado do vice Joe Biden.

Obama disse que sua equipe está instruida a garantir uma transição de sucesso para Donald Trump.

Em seu discurso, também pregou pela unidade, inclusão e respeito pelas instituições.”Nós não somos democratas primeiro, não somos republicanos primeiro, somos americanos primeiro. Somos patriotas primeiro. Todos queremos o que é melhor para este país e é o que eu ouvi do Sr. Trump”, afirmou o presidente americano.

Obama também não poupou elogios a Hillary Clinton, dizendo que ela fez uma candidatura histórica.

O presidente dos Estados Unidos ainda convidou Trump para um encontro nesta quinta-feira, na Casa Branca.

*Informações do repórter Fernando Martins