Deputados deixam plenário e interrompem sessão da CPI da Merenda

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2016 07h37
cpi da merenda

Mais uma sessão da CPI da Merenda foi interrompida, depois que deputados ligados ao governo do Estado abandonaram o plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Nesta quarta-feira (09), seriam ouvidas três servidoras da Secretaria Estadual da Educação.

Os trabalhos foram suspensos durante o primeiro depoimento, de Marilena de Lourdes Silva. Ela barrou contratos da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar, a Coaf, com a pasta e afirmou ter sofrido pressões de Jeter Rodrigues, ex-assessor do deputado Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa. Segundo Marilena, Jeter teria insistido para que os vínculos com a Coaf fossem retomados.

Deputados da bancada do governo paulista acusaram a oposição de procurar “coisas pequenas” no depoimento da testemunha e abandonaram a sessão, que acabou suspensa.

Este foi o segundo dia seguido de interrupção, já que na terça-feira (08), os trabalhos da CPI também haviam sido paralisados.

O deputado Alencar Santana, do PT, afirmou que as investigações estão sendo atacadas, justamente no momento em que as informações começam a ficar claras. “Uma demonstração de que não se quer aprofundar as investigações”, disse.

O deputado Barros Munhoz, do PSDB, rebateu as acusações e negou qualquer tentativa de atrapalhar os trabalhos da CPI.

Na última terça-feira, os deputados decidiram prorrogar os trabalhos da CPI da Merenda por mais 30 dias.

As atividades seriam encerradas no próximo dia 16, mas seguirão, agora, até 16 de dezembro.

A cooperativa Coaf é investigada, por suspeita de pagar propina para fechar contratos de fornecimento de merenda escolar com o governo paulista e com prefeituras do estado.

*Informações do repórter Vitor Brown