Desemprego aumenta busca por concursos públicos

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2016 12h06
Prova

Estabilidade, independência financeira, benefícios, perspectiva de carreira… Quem busca prestar concurso público vai atrás de todos estes objetivos. Mas será que a crise econômica tem impactado quem opta por este caminho?

Com as taxas de desemprego em alta, o interesse pelos exames cresceu ainda mais. A procura pelos cursos preparatórios aumentou mais de 30% e as salas de aulas estão cheias. Porém, a suspensão de algumas provas anunciada pelo governo federal preocupa os concurseiros, como relata a estudante Rafaela Perez: “Preocupa porque fica com menos opções para fazer concurso. Isso pode ser bem ruim se continuarem diminuindo”.

O representante comercial, Felipe Lisboa, diz que está tranquilo já que o exame que vai prestar para o TRE de São Paulo já tem edital previsto, mas ele ressalta que a paralisação de alguns concursos faz o aluno ter que se reprogramar: “Quem está estudando para outros concursos deve estar mais preocupado, com o risco de perder ou adiar. Aí tem que reprogramar os estudos para prestar outras provas”.

O diretor de um dos cursos preparatórios mais tradicionais de São Paulo, Jaime Kwei Lin, diz que o desemprego colabora para a alta do número de alunos: “A gente vê um aumento crescente na busca por concursos públicos, ainda mais com esse cenário de 11 milhões de desempregados. Eu posso afirmar que a gente teve um crescimento de 30% na procura de candidatos que querem prestar”.

Tem crescido também a procura por cursos online já que nem todo mundo tem horários flexíveis para estudar, é o que afirma a diretora-executiva da associação nacional de proteção e apoio aos concursos, Maria Tereza Sombra: “Essa é a moda agora e facilita trabalhar e estudar, porque em um curso preparatório precisa largar o emprego. Aumentou muito a procura de cursos, mas online ou à distância”.

O investimento em um curso preparatório visando à carreira pública pode variar entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. Se os concursos públicos federais forem mesmo suspensos, a medida deve barrar a contratação de 25 mil servidores.

Confira a reportagem do Anderson Costa: