‘A garimpagem foi sendo empurrada para a ilegalidade’, diz empresário Dirceu Frederico Sobrinho

No programa ‘Direto ao Ponto’ desta segunda-feira, 4, Augusto Nunes recebeu jornalistas para o debate sobre a mineração no país

  • Por Jovem Pan
  • 04/04/2022 22h33
Reprodução/ Youtube direto ao ponto Dirceu Frederico Sobrinho no programa Direto ao Ponto desta segunda-feira

O empresário e dono de garimpo, Dirceu Frederico Sobrinho, participou do programa Direto ao Ponto desta segunda-feira, 4, para discutir sobre ouro no Brasil. Em encontro com Augusto Nunes, o empresário explicou um pouco o cenário da mineração no país. “Em 30 anos foram 48 mil pedidos de permissão de lava garimpeira só no Tapajós e 71 mil pedidos em todo o Brasil. Para o região do Tapajós foram concedidas dois mil. Então quando você olha para a atividade garimpeira, vê que ela fica muito morosa. E essa morosidade faz com que o garimpo não pare, porque o garimpo já estava lá. Temos garimpo que estava lá há 60 anos e a lei foi mudando. A garimpagem foi sendo empurrada para a ilegalidade. Com a tentativa de comprar, de transferir, ou de dar uma legitimidade para o ouro pode acontecer atividades desse tipo [ilegal]”, disse. De acordo com Dirceu, ninguém sabe quanto o garimpo produz ao certo. “Acredito que de 35 a 36 toneladas por ano, são R$ 9 bilhões na atividade garimpeira na economia brasileira”, revelou.

Sobre o garimpo em terras indígenas, Dirceu tem sua opinião. “Nós conhecemos algumas áreas indígenas que foram pra cima do garimpo quando os descobriram, cresceram a reserva indígena. Alguém na política nacional quis proteger as nossas grandes reservas minerais”, comentou em tom de brincadeira. “A lei não permite [extração em terras indígenas], é considerado um garimpo ilegal, mas existe há 50 anos e não existe garimpeiro em terra indígena que não tenha acordo com índio. Mas é um meio ilegal. Eu acredito que precisa ser legalizado, pelo bem do Brasil e pelo próprio índio”, completou. Na entrevista, ele ainda citou que, junto à Associação Nacional do Ouro, já requisitou ao governo uma nota fiscal eletrônica para os ativos adquiridos pelo minério do ouro e que essa é uma medida que será adotada em breve.

Assista ao programa desta segunda-feira com Dirceu Frederico Sobrinho: