‘Desistir da minha pré-candidatura seria desistir de mudar o país’, diz Moro sobre possibilidade de concorrer à vaga ao Senado
Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República e negou que vai retirar sua postulação para concorrer a uma vaga ao Senado. “Já tomei a decisão difícil, que era colocar meu nome à disposição. Desistir da minha pré-candidatura seria desistir de mudar o país”, declarou o presidenciável, que minimizou o seu baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. “Eu nunca tive uma tradição política. Nós colocamos o nome e já saltamos ali para terceiro lugar”, iniciou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.
“Nós estamos agora em uma fase de pré-campanha, a campanha ainda não começou. O que existe, na minha opinião, é uma sensação, uma grande insatisfação com essa polarização. Os brasileiros estão cansados dessa briga e de ver esses conflitos, não soluções. Então tem uma ansiedade muito grande para que essa eleição de outubro se resolva agora em março, mas as coisas não são assim”, acrescentou. O ex-juiz desconversou sobre o impacto que a sua aliança com o Movimento Brasil Livre (MBL) pode ter na sua postulação após o vazamento de áudios com falas machistas do deputado estadual Arthur do Val – nas gravações, o parlamentar afirma que as refugiadas ucranianas “são fáceis porque são pobres”. Moro ressaltou que as declarações do integrante do MBL foram repudiadas no momento em que ele teve conhecimento sobre o conteúdo das falas.
Ao longo da entrevista, o pré-candidato reforçou algumas bandeiras da sua campanha, como o combate à corrupção, a privatização de empresas estatais e defesas de medidas como o fim do foro privilegiado e do instituto da reeleição para o cargo de presidente da República. Em outro momento, Moro revelou que criou um grupo de trabalho para discutir uma reforma da Justiça. “Está sendo coordenado pelo professor Joaquim Falcão, professor da FGV [Fundação Getúlio Vargas] do Rio. Estão discutindo sobre segurança pública, combate à corrupção, segurança jurídica e reforma da justiça com um todo”, contou Moro. Segundo ele, mais três grupos foram criados: um para a área de economia, coordenado pelo economista Affonso Celso Pastore, um para saúde, sob o comando de Denizar Vianna, e um para cultura, cujo responsável pelos estudos não teve o seu nome revelado.
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