Diretor da Rio 2016 destaca “novos campeões” e minimiza meta do COB

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2016 09h06
RJ - COLETIVA/TOCHAOLIMPICA - ESPORTES - Mário Andrada, Diretor de Comunicação da Rio 2016 apresenta detalhes sobre o revezamento da tocha: percurso, horários, condutores e os principais pontos de interesse para a cobertura jornalística. A chama olímpica chega à cidade na quarta-feira, dia 3, e passa três dias percorrendo diversas regiões do Rio e Grande Rio. 02/08/2016 - Foto: ANDRé HORTA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOMario Andrada

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, o diretor de Comunicação do Comitê Olímpico da Rio 2016 reafirmou o sucesso dos Jogos, que teve seu fim na noite deste domingo (21).

Apesar de ter apresentado o melhor desempenho na história das Olimpíadas, o Brasil não atingiu a meta previamente estipulada pelo medalhas. Mario Andrada, no entanto, destacou que era preciso fazer uma meta possível, “mas ao mesmo tempo impossível, porque o atleta precisa ser desafiado”.

“Importante é não focar tanto na meta, mas em duas coisas”, disse o diretor ao ressaltar o “crescimento de novos campeões” como Thiago Braz, no salto com vara, e a renovação de alguns esportes, como o vôlei feminino, que foi eliminado pela China e ficou de fora do pódio.

Arenas vazias?

Quem acompanhava as transmissões dos Jogos, ou até mesmo estava no Rio de Janeiro torcendo pelos atletas, notava algumas cadeiras vazias nas arenas. Mario Andrada atribuiu o fato ao público que compra e acaba optando por não comparecer à competição, mas apenas vai ao Parque Olímpico.

“Terminamos os Jogos sem ingressos na prateleira (…) Eu acho que, de nenhum ângulo, você vai ter a sensação de fracasso nos Jogos”, ponderou.

O diretor de comunicação destacou que dos 6,5 milhões de ingressos, 245 mil foram doados à crianças que trabalharam com novos esportes e foram convidadas à assistir as competições. “Todo ingresso doado foi parte de um projeto pedagógico”.

Polêmica com nadadores americanos

Mario Andrada reafirmou que Ryan Lochte, bem como os demais nadadores americanos envolvidos no falso testemunho de assalto, não devem desculpas ao Brasil.

“Me perguntaram se precisava de desculpa, eu disse que não precisava. As vítimas deste incidente foram os atletas americanos, quando eles foram desmascarados e pagaram um mico global. Pagaram a conta adequada para as mentiras que fizeram. minha posição é se a gente precisa de desculpa pessoal do Ryan Lochte e eu digo que não. Ele mentiu e pagou pela sua mentira”, avaliou.