Disque Denúncia do RJ corre risco de encerrar atividades por conta da crise

  • Por Jovem Pan
  • 02/01/2016 09h35
RIO DE JANEIRO, RJ, 22.05.2015: VIOLÊNCIA-RIO - O policiamento foi reforçado, a partir desta sexta-feira (22), na Lagoa Rodrigo de Freitas, após a morte do médico Jaime Gold, de 57 anos, que foi esfaqueado durante assalto, na noite desta terça-feira (19). (Foto: Daniel Scelza/ABI/Folhapress)Rio de Janeiro Polícia

Disque Denúncia do Rio de Janeiro corre o risco de encerrar as atividades por causa da crise financeira que aflige o Estado. O serviço recebe recursos públicos e privados; os repasses do governo eram de R$ 550 mil a cada dois meses.

No entanto, desde maio de 2015, os repasses estão paralisados e os mantenedores têm feito mais reuniões com empresas para tentar reforçar o caixa.

O coordenador do Disque Denúncia do Estado, Zeca Borges, constatou não ter como fugir dos cortes no número de funcionários. “Nós estamos em reuniões com empresários para resolver esse problema. Não sabemos ainda, vamos procurar manter. Vamos fazer alguns cortes, naturalmente. É necessário. Temos 66 pessoas trabalhando. São quatro turnos de 6 horas e mais os analistas”.

Outra medida que pode ser tomada é a realização do atendimento apenas de segunda a sábado e o encerramento do serviço às madrugadas.

O gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, Mário Vendrell Royo, disse que a versão paulista do Disque Denúncia não corre riscos. “Nós temos um convênio com o Estado sem repasse de recursos. Os mantenedores do instituto são os mesmos da fundação do instituto em 1997. São entidades empresariais, federações de indústria, comércio, transporte do Estado de São Paulo. Nós não dependemos do Estado e temos manutenção garantida por essas instituições”, explicou.

O Disque Denúncia do Rio existe desde 1995 e já ajudou a polícia em casos como os de chacinas na Baixada Fluminense. A crise que atinge o serviço pode também afetar o pagamento de recompensas, um dos principais estímulos para a contribuição das pessoas.