Economistas sérios não aceitarão o cargo de Levy, segundo especialista

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2015 10h28

Schwartsman foi Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central de 2003 a 2006. DepoisAlexandre Schwartsman

 Para o economista e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, a próxima chance de mudar o rumo da economia do país será em 2018, pois se mantido o governo, a economia seguirá o mesmo caminho em que se encontra hoje: “Vão acabar escolhendo uma guinada à esquerda. Não vai ter ajuste fiscal, vão cristalizar a inflação em dois dígitos. Já temos a contração do PIB encomendada para o ano que vem. As chances de trocar o governo são baixas, principalmente depois da decisão do STF. Teremos que corrigir em 2018”.

Sobre Nelson Barbosa, um forte candidato para assumir o ministério da Fazenda com a saída de Joaquim Levy, o economista diz: “Nelson Barbosa foi secretário de política econômica do Guido Mantega e depois secretário executivo da Fazenda, e foi um dos formuladores da nova matriz macroeconômica, que foi a política econômica que nos levou ao desastre de hoje. Ele nunca foi convencido a fazer um ajuste fiscal no Brasil, pois quando esteve lá, ele não o fez. (…) Ele é mal visto pelo mercado, é um péssimo economista, foi um péssimo secretário de política econômica e está sendo um péssimo ministro do planejamento”.

O economista diz que poucos candidatos aceitariam a posição de Levy: “O Joaquim Levy saiu porque faltou apoio do governo, faltou decisão. (…) Aquilo lá é uma máquina de moer gente. Economistas sérios vão falar que não”.

Schwartsman critica a atuação do governo nas atividades da economia e acredita em um movimento de piora antes de melhorar: “Onde o governo colocou a mão deu problemas. Eles desmontaram o que deu certo em nome de um projeto político. Torço para que o governo opte por essa guinada à esquerda, porque aí vai ficar claro. Vai custar caro, mas em 2018, com sorte, vai ter um grupo que vai querer outra coisa”.