Editorial: Datafolha – Brasileiro menos pessimista. Faz sentido!

  • Por Reinaldo Azevedo/ Jovem Pan
  • 02/05/2017 16h43
BRA001. BRASILIA (BRASIL), 18/04/2017.- Un soldado de la Guardia Presidencial brasileña iza la bandera nacional hoy, martes 18 de abril de 2017, frente al Palacio de Alvorada en Brasilia (Brasil). El presidente de Brasil, Michel Temer, sostiene un desayuno con miembros de su gobierno para definir los principales puntos de la reforma de la Seguridad Social. EFE/Joédson AlvesSoldado da guarda presidencial brasileira iça bandeira nacional em frente ao Palácio da Alvorada em Brasília

Coitados dos brasucas! Estão proibidos de ter esperança!

E a gestão Michel Temer, então? Os brasileiros reconhecem, sim, que as coisas estão melhorando. Mas a avaliação que fazem do governo piorou. Isso suscitou uma questão que farei ao Datafolha em outro post. Sigamos.

Os brasileiros estão proibidos de ter esperança porque a direita xucra e o Ministério Público Federal, com seu ódio à política, não deixam — além, claro!, da atuação deletéria da esquerda chinfrim de sempre. Mas, hoje em dia, esta é menos relevante nesse particular. Por que digo isso? É que a pesquisa Datafolha feita nos dias 26 e 27 do mês passado indica que a população reconhece que as coisas estão melhorando, mas… Cresceu bastante os que sentem vergonha de ser brasileiros!!! Vamos ver.

Caiu o número dos que avaliam que a economia vai piorar. Na pesquisa passada, de 7 e 8 de dezembro de 2016, eram 41% os que tinham essa expectativa; agora, 31%. Os que acham que a coisa vai melhorar foram de 28% para iguais 31%. Caíram de 35% para 27% os que pensam que tudo ficará na mesma. Foram ouvidas 2.781 pessoas em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Melhora da vida pessoal
Atenção! Os entrevistados também estão mais otimistas em relação à sua situação econômica pessoal. Saltaram de 37% em dezembro para 45% agora os que acham que haverá melhora. E houve queda significativa nos que esperam uma piora: de 27% para 18%. Na pesquisa anterior, 59% apostavam que seu poder de compra iria diminuir. Agora, 44%. Até o pessimismo com o desemprego, que é estratosférico, diminuiu, embora continue muito alto: os que anteveem mais desemprego caíram de para 57%; eram 16% os que esperavam uma melhora; agora, 20%.

O brasileiro ainda segue mais pessimista do que otimista — fica para outro post. Segundo critérios do Índice Datafolha de Confiança (IDC), um número abaixo de 100 indica pessimismo; acima, otimismo. A apuração de agora deu 97, mas era de 87 em dezembro.

C0mo explicar?
Como explicar esse crescimento do otimismo com a economia. É simples. Entre a pesquisa anterior e esta, o IPCA caiu de 6,29% (período de 12 meses encerrado em dezembro) para 4,57% até março. O centro da meta é de 4,5%. Mas gato escaldado, submetido ao terrorismo cotidiano do fanatismo lava-jatista juramentado, fica com medo… Em dezembro, os juros estavam 13,75%; agora, em 11,25% — 2,5 pontos percentuais a menos.

Então notem: há um efetivo reconhecimento de que as coisas caminham para melhor, mas ainda chegam a 56% os que acham que a inflação vai crescer. Bem, era 66%. Saltaram de 19% para 27% os que vislumbram que tudo ficará como está. E pode ter havido uma ligeira alta, de 11% para 13%, entre os que anteveem melhora.

E como explicar o crescimento da avaliação negativa sobre o governo Temer. Bem, leiam no próximo post.