Em 2017 terá melhora, mas não necessariamente com crescimento, diz diretor da OMC

  • Por Jovem Pan
  • 13/04/2017 07h33
DIVULGAÇÃO/ ONU Brasileiro Roberto Azevêdo é eleito novo diretor da OMC

A Organização Mundial de Comércio previu nesta quarta-feira (12) que o comércio mundial deverá registrar uma tímida recuperação neste ano, por conta da incerteza política. O aumento será de 2,4%, mas por conta das incertezas, ficará em uma margem entre 1,8% e 3,6%.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, afirmou que a expectativa é de que o Brasil, especificamente, volte a recuperar crescimento econômico. “Neste ano já veremos alguma melhora, mas não necessariamente com crescimento. Talvez em 2018 se veja uma taxa de crescimento que ajude”, disse.

O resultado final de 2016 foi menor que a revisão, de 1,3%, segundo o diretor. Neste ano, o comércio mundial deve ser acompanhado por um crescimento econômico mundial com projeção de 2,7%, maior que os 2,3% de 2016.

Roberto Azevêdo destacou ainda que as incertezas políticas não devem se ater apenas aos Estados Unidos, por exemplo. “São também os processos eleitorais na Europa, instabilidade de natureza geopolítica, rumo das políticas fiscais, monetárias e comerciais dos grandes atores econômicos. Qualquer coisa que faça com que o investidor aguarde para investir, atrapalha”, explicou.

“No caso do Brasil, olhar só no saldo da balança não diz muita coisa. Ver as importações caindo significam economia desacelerando. O ideal seria uma retomada do crescimento das exportações e a colocação de nosso produtos em mercados consumidores e aí tem que olhar para toda nossa gama de exportações. Brasil, não pode ficar apenas vinculado a venda de commodities de metais, alimentos. Precisamos de diversificação maior da nossa pauta de exportações”, ressaltou.