Empresários e sindicalistas cobram agilidade do Congresso sobre o impeachment

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2015 15h18
Dinheiro e finanças

 Empresários e sindicalistas cobram agilidade do Congresso na discussão do impeachment para evitar o aprofundamento da crise econômica. Em São Paulo, centrais de trabalhadores e entidades patronais lançaram o “Compromisso pelo Desenvolvimento”, um apelo para um rumo ao Brasil.

A depressão financeira do país e a queda de 3,5% do PIB são atribuídas em grande parte ao embate político deste ano. Em entrevista a Marcelo Mattos, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, avalia o impacto da discussão do impeachment da presidente Dilma: “O que nós precisamos é conseguir separar essa questão institucional, da questão de uma retomada da economia brasileira. A retomada interessa a todos, independentemente de ideologias ou visões individuais”.

Os empresários evitam posicionamento claro sobre o pedido de impeachment, mas condenam a falta de políticas para o Brasil sair da crise. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, lembra que o país perdeu um milhão de empregos em 2015: “Que nós aceleremos essa busca desse consenso. A luta política vai existir sempre, existe no mundo inteiro. Mas esta está sendo deletéria porque não está cuidando das questões principais do país, está cuidando das questões da própria política”.

A CUT, intimamente ligada ao PT, tentou reunir as centrais e os movimentos sociais para defender Dilma Rousseff nas ruas do país. O presidente Wagner Freitas, que falou em “pegar em armas contra o golpe”, promete reunir milhares de trabalhadores, apesar do desemprego em alta: “Nós entendemos que tem que ter normalidade democrática, mas se você forçar uma convulsão social, artificial como essa que está sendo forçada pelo Cunha com o impeachment, é logico que vai ter aqueles que são a favor e aqueles que são contra, disputando suas posições nas ruas, o que pode trazer uma intranquilidade que o Brasil não precisa e não merece”.

Onze sindicatos e quatorze entidades patronais assinaram o “Compromisso pelo Desenvolvimento”, com ações urgentes contra a crise. Resta saber se a presidente Dilma Rousseff, que agora se concentra contra o impeachment, terá sensibilidade para acolher o clamor dos setores produtivos.