Envio da reforma da Previdência para militares deve também ser adiado

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2017 11h23
Raul Jungmann

Com o governo em dificuldades para conseguir os votos na Câmara para a Reforma da Previdência e a admissão do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta sexta (21), de que o envio ao plenário do texto que muda a aposentadoria dos civis será adiado, o ministro da Defesa Raul Jungmann também entende que a reforma nas regras da Previdência para os militares também terá o envio postergado.

A votação da PEC da Previdência estava prevista para 8 de maio, porém Maia disse que, “se não for possível (será votada) a partir do dia 15”. Já Jungmann queria apresentar a mudança para os militares até o final de maio. Agora, para não ser discutida ao mesmo tempo em que tramita a reforma geral, o ministro da Defesa já admite um adiamento, que terá de ser acertado com o presidente Michel Temer ainda.

“Quando ele (Maia) diz que a previdência dos civis vai um pouco mais adiante, é provável (não é definitivo, passaria por uma decisão do presidente da República) que os militares também acompanhem esse prazo a mais”, afirmou Raul Jungmann em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã da Jovem Pan neste sábado. Ouça-a completa AQUI.

Para o ministro, discutir ao mesmo tempo a PEC dos servidores gerais e a Lei Complementar da regra que refugulamenta os benefíicios militares é “de certa forma trazer uma confusão para o debate, que é necessário, democrático e puro”. Jungmann lembra que são projetos diferentes para leis diferentes, mas garante: “Os militares não ficarão fora da reforma, apoiam a reforma e darão uma contribuição para a reforma. Mas o que foi acertado é que isso seria num segundo tempo”.

Igualdade?

Questionado se os militares não deveria discutir sua aposentadoria ao mesmo tempo em que outros setores da sociedade o fazem, o ministro rebateu. “

Não existe nada mais injusto do que tratar igualmente os desiguais”, disse Jungmann, lembrando que os militares não contam com fundo de garantia (FGTS), não podem ter outro emprego, nem se sindilizar ou se associar a partidos políticos, além de poderem ser deslocados para quelaquer região do País. “Não é de forma nenhuma justa que (se) proponha que (os militareS) tenham os direitos e obrigações iguais, pondera.

Jungmmann reafirmou que “os militares são favoráveis à reforma (da Previdência) e “vão contribuir”, e explica: “é apenas uma questão de timing”.