Erundina acredita em 2° turno e pede: “é equivocado apostar no voto útil”

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2016 09h12
Jovem Pan Luiza Erundina foi a quinta candidata à Prefeitura de SP a participar da sabatina promovida pelo Jornal da Manhã

Quinta colocada nas pesquisas e a 16 dias das eleições, a candidata do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina, acredita que pode reverter o quadro e ir ao segundo turno.

Erundina critica o chamado “voto útil”, em que se escolhe um candidato para evitar a ida de outro à segunda fase do pleito. “Uma disputa em dois turnos dá ao eleitor essa possibilidade de escolher (no primeiro) aquilo que melhor representa seus anseios, e se acerta depois no segundo turno”, disse. “O que é equivocado é você apostar no tal do voto útil”, opinou em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta sexta (16).

A ex-prefeita criticou o atual mandatário Fernando Haddad (PT), que compareceu ao lado dela em ato contra o governo federal de Michel Temer no último domingo (11) na avenida Paulista. “Até então o Haddad não havia aparecido nesses atos, mais ligados a questões nacionais”, diz. “Oportunisticamente ele subiu no mesmo palanque em que eu já estava e pegou na minha mão”, classifica Erundina.

Ela enfatiza as diferenças com o candidato à reeleição: “são duas propostas, dois projetos, dois partidos”.

“Vingança” ao PSOL

Com apenas 10 segundos na propaganda obrigatória no rádio e na TV, a candidata aposta em seu desempenho nos debates a que for convidada, como motor de uma eventual virada na corrida ao Palácio do Anhangabaú.

A participação de Erundina na série de sabatinas com os candidatos promovida pela Jovem Pan não era legalmente obrigatória. Mas a rádio tem ouvido os seis mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais. A ex-prefeita tem de 5% a 7% das intenções de voto de acordo com os mais recentes levantamentos Ibope (13/9) e Datafolha (8/9), respectivante.

A psolista critica as mudanças na legislação eleitoral que desobrigam-na a ser chamada aos debates. A lei obriga a serem convidados os candidatos cujos partidos têm mais 10 ou mais representantes na Câmara. Erundina acredita que esta é uma cláusula “quase dirigida ao PSOL”. O partido, que não costuma se aliar a outras siglas, tem apenas seis deputados em Brasília.

“Aproveitaram (no Congresso) uma oportunidade para se vingarem a um partido, que é o PSOL”, disse Erundina.

“Prioridades”

Durante a sabatina, Luiza Erundina contou diversas histórias de sua trajetória política e de como teve dificuldades em ser prefeita de São Paulo (1989 a 1992) sem base de apoio na Câmara de Vereadores. Ela disse que suas prioridades de campanhas são educação, saúde e mobilidade pública e defendeu “inverter prioridades” nos gastos e nos impostos para efetivar suas propostas, caso eleita.

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