Especialista em marketing digital fala sobre os limites das redes sociais

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2014 11h16

Especialista em marketing digital esclareceu dúvidas sobre internet e redes sociais. Confira!

Martha Gabriel participa do Jovem Pan Morning Show

Quando você entra no Facebook, fica incomodado com aquela pessoa que sempre narra absolutamente todos os passos de seu dia a dia? Ou com aquela que parece ter a vida mais feliz do mundo o tempo inteiro? Ou ainda com a que não tem muita noção e vive compartilhando fotos e textos inapropriados? Nesses momentos, sempre fica a questão: quais são os limites das redes sociais? Nesta segunda-feira (10), Martha Gabriel, especialista em marketing digital e autora de cinco livros, incluindo o best seller Marketing na Era Digital, participou do Jovem Pan Morning Show e esclareceu essa e outras dúvidas sobre o assunto.  

De acordo com ela, a primeira dica é bastante simples e vale para todos, em todas as ocasiões: o internauta deve ter consciência de que não pode gastar horas e mais horas de seus dias nas redes sociais.  

“Quando isso prejudica seu dia a dia, é um sinal de que tem alguma coisa errada. É preciso se reeducar. Tem que saber utilizar as redes sociais, não ficar o tempo todo nelas sem critério. Se a intenção for apenas profissional, não precisa de muito. Basta ter um perfil bacana no Linked-In, por exemplo”, disse. “E não se sabote. O que você colocar lá não pode te prejudicar”, completou.

Em seguida, Martha explicou que se deve ter atenção ao público que se quer atingir com determinada postagem e ao contexto em que aquilo está sendo feito. Para isso, relembrou alguns casos que foram bastante comentados recentemente, como o “selfie” tirado por Barack Obama durante o funeral de Nelson Mandela.

“Naquela situação, tudo era público. Era um acontecimento gigante. É humano querer registrar algo que faz parte da história. Mas, tirando daquele contexto, em um funeral qualquer não seria adequado ficar fotografando. O presidente dos Estados Unidos, o homem mais poderoso do mundo, estava no funeral de uma personalidade e, emocionado, quis mostrar que estava ali. Tudo bem. Cada caso é um caso, temos que analisar, não existe regra única”, afirmou.  

Por fim, a especialista ainda deu sua opinião sobre o futuro das redes sociais. Segundo ela, a realidade virtual já começou a se transformar, e a tendência, daqui para frente, é ficar cada vez mais especializada.

“Nunca soubemos tanto sobre todo mundo. Isso é bacana. Mas já estamos ficando esgotados. Tanto que comentários dizem que ‘tem muita gente saindo do Facebook’. Na verdade, elas não estão saindo, continuam na rede, mas só estão mudando de plataforma. No futuro, não vai ser tudo tão fácil. Além de termos mais maturidade, vamos ter mais filtros. Vamos selecionar o que é mais interessante. O problema não é o excesso de informação, é a falta de filtro. Essa seleção traz a produtividade”, finalizou.

Confira a íntegra da entrevista no áudio.