Ídolo do Flamengo, Rondinelli vai às lágrimas com incêndio: ‘A nação está arrebentada’

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2019 15h29 - Atualizado em 08/02/2019 16h58
Montagem sobre fotos/Reprodução/Estadão Conteúdo Conhecido como "Deus da Raça", Rondinelli foi campeão mundial com a camisa do Flamengo

Pentacampeão carioca. Campeão brasileiro. Campeão da Libertadores. Campeão mundial. Rondinelli, definitivamente, guarda uma rica história com a camisa do Flamengo. Mas, nesta sexta-feira, o “Deus da Raça”, como é conhecido, desabou. Em entrevista exclusiva ao Esporte em Discussão, da Rádio Jovem Pan, o ex-zagueiro não conteve a emoção e foi às lágrimas ao falar sobre o incêndio que atingiu o CT rubro-negro e deixou dez pessoas mortas – entre elas, jogadores das categorias de base.

“É muito, muito triste”, afirmou Rondinelli, com a voz embargada. “São sonhos que são cortados no meio do caminho, e a gente só lamenta. Hoje, a gente tem de pedir a misericórdia e o conforto dessas famílias. São sonhos destruídos, em uma noite que só eles viveram. São sonhos que foram cortados, dilacerados… Temos de orar muito por tudo o que esse País está vivendo. Estou muito triste… Só tenho a lamentar. Toda a nação rubro-negra está arrebentada”, acrescentou.

Rondinelli, que nasceu em São José do Rio Pardo e se mudou ainda pequeno ao Rio de Janeiro, destacou as dificuldades que os jovens enfrentam ao sair de casa para lutar pelo sonho de brilhar no futebol – os jogadores que estavam no CT do Flamengo no momento do incêndio dormiam no alojamento justamente por serem de outras cidades.

“Eram jovens promissores, tinha até goleiro de Seleção Brasileira… Nós já fizemos a nossa história, mas esses meninos não puderam escrever a deles. Eu acabei de ver a foto deles agora, e isso é muito triste, porque ninguém sabe o sacrifício que é feito por esses jovens, de largar as suas casas, as suas cidades e as suas famílias para lutarem por um sonho”, lamentou.

Revelado pelo Flamengo, Rondinelli tem mais de 400 jogos com a camisa rubro-negra. Apelidado de “Deus da Raça”, foi titular da equipe carioca por quase uma década.