Estados elogiam Plano Nacional de Segurança, mas admitem problemas

  • Por Jovem Pan
  • 10/01/2017 06h27
Brasília - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, apresenta detalhes do Plano Nacional de Segurança ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)O ministro da Justiça e Cidadania

Roraima pede “com urgência” socorro de quase R$ 10 milhões à União e envio da Força Nacional de Segurança ao Estado.

O ofício foi assinado pela governadora Sueli Campos e contempla também uma solicitação equipamentos para agentes penitenciários. O documento é encaminhado três dias depois do massacre de 33 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista.

O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro, disse que a governadora já havia feito dois pedidos anteriores que não foram atendidos: “o que houve foi uma reiteração do pedido anterior”.

O secretário insistiu que as facções criminosas já estavam separadas antes das mortes da semana passada. Uziel Castro reconhece, no entanto, que no estado dele e em todo o país as facções criminosas dominam os presídios.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, deve receber todos os secretários de segurança para uma reunião na próxima semana em Brasília.

Em pauta, o Plano Nacional de Segurança Pública; o vice-governador de Goiás, José Éliton, disse que a iniciativa tem pontos positivos. “Pela primeira vez eu vejo, no âmbito nacional, uma política que fixa metas para redução de determinados tipos de crimes”, exaltou.

Porto Alegre, Natal e Aracaju serão as três primeiras cidades a receber as primeiras ações do plano a partir de fevereiro.

O secretário da Segurança de Sergipe, João Batista dos Santos Júnior, afirmou que todos os Estados têm problemas comuns. “Tudo, claro, dentro das suas proporções e com algumas peculiaridades. Mas é muito parecido. Todo Estado da federação tem problema no sistema prisional”, disse.

O plano prevê a construção de presídios e a adoção de penas menos graves para reduzir a superlotação nas penitenciárias.

Além disso, o Governo pretende diminuir em 7,5% o número anual de homicídios nas capitais neste ano.

*Informações do repórter Tiago Muniz