Ex-dirigente da Unimed Paulistana não comparece à CPI e poderá ser indiciado

  • Por Jovem Pan
  • 04/11/2015 11h45
Carteirinha Unimed

 Ex-dirigente da Unimed Paulistana, Paulo Leme, não comparece à acareação em CPI com atual presidente da empresa e jogo de empurra continua. Leme alega que não compete à Câmara Municipal apreciar a questão. Já Marcelo Nunes, hoje a frente da companhia, foi ao local mas não depôs.

Enquanto isso, segurados, médicos e funcionários sofrem com as desavenças dos atuais e ex-gestores da Unimed, que não assumem suas responsabilidades.

A presidente da CPI dos Planos de Saúde da Câmara de São Paulo, Patrícia Bezerra, diz que ambos serão intimados novamente: “Entre 10 e 15 dias poderemos fazer o requerimento solicitando a presença deles com caráter de intimação e, se eles se recusarem pela terceira vez, aí será uma intimação coercitiva”.

Clientes da Unimed Paulistana compareceram à sessão da CPI na Câmara Municipal de São Paulo na terça-feira (03/11). A segurada Samara Santos relata que os problemas se agravam com a falta de posicionamento da operadora de saúde: “Não tem o que fazer, estamos com os direitos feridos. É um tremendo desrespeito. Meu filho corre risco de vida e não temos respostas”.

Os médicos cooperados que prestavam serviço à Unimed Paulistana também sofrem com o descaso da operadora. A médica Regina Maria Fragoso de Castro conta que não recebeu pelos atendimentos e ressalta a situação crítica: “Estamos sem receber os honorários  desde o dia 15 de setembro, que seria referente a consultas realizadas entre 16 de julho e 15 de agosto. Os médicos estão sendo jogados de escanteio. Honraram o compromisso de atender até o dia 30 de setembro mas não recebem nenhuma resposta”.

A CPI na Câmara Municipal de São Paulo contabiliza mais de trezentos mil segurados prejudicados pela Unimed Paulistana. Cerca de três mil funcionários e dois mil médicos cooperados também estão “a ver navios” com o descaso da operadora.