Ex-ministro afirma que só uma liderança forte poderá tirar o país da crise

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2016 10h05
Brasil, São Paulo, SP. 17/11/2010. O economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em noite de autógrafos de sua autobiografia, intitulada "Além do Feijão com Arroz", na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na capital paulista. - Crédito:LEONARDO SOARES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:68378Maílson da Nóbrega

 Para o ex-ministro da fazenda, Maílson da Nóbrega, o Brasil vive o efeito da “mais desastrosa política econômica da história”. O resultado do que ele considera “erros grosseiros” foi a destruição da confiança e da Petrobras, além de um longo período de recessão e baixo crescimento: “Dificilmente sairemos (da crise) em menos de 3, 4 ou 5 anos”.

Sobre o pacote de R$ 83 bilhões aprovado no Conselhão de Dilma Rousseff, o economista acredita que não terá efeito: “O programa de R$ 83 bilhões do Conselhão será neutro ou muito pouco relevante para recuperar. A economia brasileira não terá crescimento sem a restauração da confiança, e não será com esse governo que isso vai acontecer”.

Ao ser questionado se o impeachment ajudaria na resolução da crise, Nóbrega afirma que o efeito seria mais em relação ao humor da população do que técnico: “As pessoas querem o impeachment na ilusão de que vão reverter esse processo. A saída dela (Dilma Rousseff) pode gerar uma mudança de humores, recuperar confiança, mas não creio que o Temer reúna as condições de mobilizar o país em torno de reformas políticas. Temos hoje condições para revisitar situações do passado em que grandes crises fizeram o país sair mais forte. Isso ocorreu no governo Castelo Branco e Fernando Henrique Cardoso, quando estavam presentes três elementos: ideias e propostas para atacar os problemas, liderança e organização da sociedade. Teremos essa liderança em 2018? Torço que sim”.