Ex-ministro da Fazenda diz que desafio de Barbosa é mudar sua imagem no mercado

  • Por Jovem Pan
  • 21/12/2015 09h11
SÃO PAULO, SP, 25.08.2014: ANTÔNIO-ERMÍRIO - Maílson da Nóbrega - O empresário e presidente de honra do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, 86, morreu de insuficiência cardíaca, em casa, em São Paulo, na noite de domingo (24). Ele deixa a mulher com quem teve nove filhos. O velório de Moraes começa a partir das 9h desta segunda-feira no salão nobre do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. O sepultamento será às 16h no cemitério do Morumbi, zona oeste de São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)Ex-ministro da Fazenda

 Para o ex-ministro da fazenda, Maílson da Nóbrega, o grande desafio de Nelson Barbosa será o de mudar a imagem que o mercado tem dele. Em entevista a Jovem Pan, diz: “Ele trabalhou com Guido Mantega, foi visto como o ministro que atrapalhou os ajustes do trabalho do Joaquim Levy e é conhecido por alguns documentos que assinou na época da faculdade”.

O economista afirma que o PT espera ter resultados com Nelson Barbosa que ajudem na campanha de 2018: “O PT está comemorando a chegada dele, líderes disseram que o programa da campanha de Dilma vai ser posto em prática, o que seria um desastre. (…) Se a recuperação da economia ocorrer, quem sabe aumenta o prestígio em 2018. Diante da crise que o PT causou no Brasil, com a perda do grau de investimento e outros danos da gestão petista, seria bom recriar momentos da economia como os de 2003”.

Nóbrega ainda compara o ambiente político atual com o da época em que ele exercia o cargo de ministro da Fazenda, durante o governo Sarney: “Eu acho que é um ambiente parecido com o da minha época (…). Um presidente sem prestígio político, sem base parlamentar, sem força para fazer reformas. (…) A diferença é que a Dilma tem menos talento para a política do que Sarney. Ambos enfrentaram ambientes políticos difíceis, mas ele é do ramo. A política está no DNA dele”.

Maílson acredita que dificilmente a crise social se aprofundará, mas diz que um processo de impeachment pode piorar o panorama econômico: “Hoje as instituições são sólidas, o Brasil não corre risco de crise cambial, poupadores não correm risco de sequestro, o sistema financeiro é sólido e tem uma rede social ampla. (…) Isso mostra que o Brasil está longe de ter uma crise social mais grave. (…) Mas precisamos de um presidente que consiga evitar pautas bombas e que consiga aprovar reformas. Se ela não escapar na primeira rodada de votação, o impeachment vai ser um processo longo”.