Ex-presidente do BC defende “austeridade e estímulos” para retomada da economia

  • Por Jovem Pan
  • 19/07/2016 08h36
Reprodução/Youtube Carlos Langoni

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni afirmou que o mercado aguarda o mês de agosto para uma visualização mais concreta dos rumos da eocnomia.

Com o encerramento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o setor econômico deve voltar a avançar. Ele defendeu ainda a conciliação entre austeridade e estímulos que, através da modernização de infraestrutura estimulando a presença do setor privado, unido à diminuição do Estado brasileiro, podem fazer o País sair da crise.

“A economia também vive um momento de transição. A gente nota uma melhora expressiva dos índices de confiança, mas ainda não se traduziram em uma retomada efetiva da economia, o que é característico de uma situação de incerteza. Quando diminuir a componente política, a situação deve melhorar”, avaliou o economista.

Para Langoni, a política e economia devem caminhar “em paralelo” para uma reversão da crise. Ele ressaltou a importância da aprovação do projeto sobre o teto de gastos públicos e afirmou que a retomada da eocnomia dar-se-á pelo investimento privado.

Privatização e venda de ativos, segundo o ex-presidente do BC, podem ser o grande fator para consolidar esse choque de retomada de confiança e “começar um processo rápido para alavancar a economia”.

Sobre a taxa básica de juros, a Selic, Carlos Langoni crê que as expectativas referentes aos juros “estão se ancorando” e que já deveremos viver no segundo semestre uma inflação em queda. Mas ele ponderou: “não acredito que o Banco Central vá diminuir a taxa de juros agora”.