Falta de professores e creches serão desafios para quem assumir Prefeitura

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2016 09h39
Marcos Santos/USP Imagens Marcos Santos/USP Imagens sala de aula

Educação será um assunto complicado para o próximo gestor de São Paulo. Dados publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, mostram que o déficit de professores triplicou com o prefeito Fernando Haddad.

Atualmente, há falta de 4,7 mil destes profissionais e, segundo Alejandra Meraz Velasco, superintendente do movimento Todos Pela Educação, é necessário enxergar esse problema e buscar imediata solução.

“Há uma falta de professores que praticamente se quadruplicou na presente gestão. O professor, se a gente tivesse que escolher elemento na educação, com poder transformador, seria sem dúvida o professor”, disse.

Oded Grajew, coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, apontou o problema e disse quais os itens necessários para educação de qualidade: “a falta de professores ou uma substituição que rebaixa a qualidade do ensino é um grande problema. Boa educação não tem muito mistério. Boas instalações, bons professores”.

Oded acrescentou ainda que a qualificação do profissional é essencial, pois o professor é peça central no processo de aprendizagem: “o professor é elemento central na qualidade da educação. Snosso problema hoje é sobre a qualidade. Atrair professores depende muito da qualidade do trabalho, da remuneração, mas da qualificação também”.

Mais uma questão a ser resolvida é a falta de vagas em creches pela cidade. Bairros mais distantes do centro são os que mais sofrem com o problema.

Segundo a Rede Nossa São Paulo, há 3,5 vezes mais desigualdade nas vagas na região de Guaianazes, Zona Leste da cidade, do que na área central da Sé.

O desenvolvimento populacional para as áreas periféricas não acompanhou o desenvolvimento dos aparelhos educacionais. A gestão Haddad prometeu 150 mil novas vagas, mas entregou 91 mil e, até o final do ano, deve chegar a pouco mais de 100 mil, equivalente a 70% da meta.

Em maio, a carência de vagas nas creches paulistanas passava das 97 mil vagas.

Para Alejandra Meraz Velasco, o período da primeira infância é essencial para a criança e seria melhor aproveitado com atividades em uma creche, por exemplo. “O desenvolvimento na primeira infância vai repercutir não apenas em melhor desempenho ao longo da vida escolar, mas em outros indicadores de bem-estar, como o menor envolvimento em atividade de risco, como crime e drogas”, explicou.

A Prefeitura de São Paulo não respondeu à solicitação da reportagem para comentar o assunto.

Confira a reportagem de Fernando Martins: