Falta de testemunhas dificulta identificação de motorista que matou ciclista

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2016 06h17
Ciclista morre após ter braço decepado em atropelamento na Imigrantes - REP

Polícia Civil de São Paulo tem poucos indícios para identificar o motorista que atropelou e matou um ciclista que teve um braço arrancado na Imigrantes.

O vigilante noturno Dorgival Francisco Sousa foi atingido por um carro no acostamento da rodovia no começo da noite de domingo (03) em Diadema.

Um braço da vítima foi decepado pelo impacto e encontrado a 1,5 quilômetro de distância; o homem que dirigia o carro não prestou socorro.

O delegado titular do 4º Distrito Policial de Diadema, Miguel Ferreira da Silva, disse que a área tem poucas testemunhas e tenta obter mais imagens. “É um trecho de aproximadamente 1,5 km a 2 km, mas não é área residencial, é industrial. Era domingo à noite. Nosso objetivo é tentar obter alguma imagem de câmera de segurança nesse trajeto”, afirmou.

O corpo do vigilante noturno foi enterrado no fim da manhã desta terça-feira (05) no Cemitério Municipal de Diadema.

A irmã da vítima, a dona de casa Maria José de Souza, falou às lágrimas, perplexa com o ato do motorista que não parou para o socorro. “Eu não sou Deus, mas acho que meu irmão não merecia essa morte desse jeito”.

Uma ocorrência semelhante aconteceu em março de 2013, quando um motorista atropelou e decepou o braço de um jovem na Avenida Paulista.

A vítima sobreviveu; o estudante de psicologia Alex Siwek foi condenado a seis anos de prisão, mas a pena foi reduzida para prestação de serviços comunitários.

*Informações do repórter Tiago Muniz