FHC depõe nesta quinta (09) como testemunha de defesa de Paulo Okamotto

  • Por Jovem Pan
  • 09/02/2017 06h55
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa de debate sobre Reformas da política global sobre drogas: impactos na América Latin, organizado pela Open Society Foundations (Tânia Rêgo/Agência Brasil)Fernando Henrique Cardoso - Ag Brasil

Defesa do ex-presidente Lula solicita 15 dias para retomada das oitivas do processo que envolve o apartamento do Guarujá, em razão da morte de Marisa Letícia. Mas o juiz Sérgio Moro negou o pedido sob justificativa de não amparo legal. Os depoimentos estão marcados para as próximas duas semanas.

Moro considerou que “apesar do trágico e lamentável acontecimento, há diversas audiências já designadas, com dezenas de testemunhas, e para as quais foram realizadas dezenas de diligências por este juízo e pelos diversos juízos deprecados para a sua viabilização”. Lula é denunciado pelos procuradores da Lava Jato, em Curitiba, por três contratos da OAS com a Petrobras, que envolvem R$ 3,7 milhões, pagos como propina, por meio da reserva e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso será ouvido nesta quinta-feira (09), como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

No depoimento, que será realizado por videoconferência, Okamotto é réu no processo que apura o transporte do acervo presidencial de Lula depois que o petista deixou a Presidência. Os custos foram pagos pela empreiteira OAS. O Ministério Público diz que o dinheiro veio de propina.

Os advogados de Lula, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, também poderão fazer perguntas a FHC.

A defesa de Okamotto pretende questionar FHC sobre quem seleciona os objetos a serem levados dos palácios presidenciais, como a Fundação FHC mantém o acervo e se recebe contribuições de empresas privadas para isso.

*Informações do repórter Marcelo Mattos