Filha do ex-ditador Alberto Fujimori é líder nas eleições presidenciais do Peru

  • Por Jovem Pan
  • 03/06/2016 08h36
PER33. LIMA (PERÚ), 02/06/2016.- La candidata presidencial por el partido Fuerza Popular Keiko Fujimori baila durante el cierre de su campaña electoral hoy, jueves 2 de junio de 2016, en el populoso distrito de Villa El Salvador al sur de la ciudad de Lima (Perú). EFE/MARTIN ALIPAZKeiko Fujimori

 Com dois candidatos conservadores na disputa, a eleição presidencial no Peru apresenta visões opostas sobre o passado recente do país. A líder nas pesquisas, Keiko Fujimori, é filha do ex-ditador Alberto Fujimori, atualmente preso por violações aos direitos humanos e corrupção.

Mesmo tendo patrocinado uma intensa repressão aos seus opositores, Alberto ainda é popular entre os mais pobres pelo legado de combate à violência e fim da corrupção. Ainda assim, a candidatura da filha do ex-ditador tem sido alvo de grandes protestos desde o começo do ano na capital Lima.

Keiko afirma que respeita as manifestações, mas lamentou que as pessoas que participaram não apoiam o seu adversário, Pedro Pablo Kuczynski.

Kuczynski, ou PPK, como gosta de ser chamado, é um economista liberal, que estudou em universidades dos Estados Unidos e da Inglaterra. Foi ministro de Finanças em vários governos e perdeu a última eleição presidencial para o candidato de esquerda, Ollanta Humala.

Ele faz duras críticas ao legado de Fujimori pai, como a ligação com o narcotráfico e ameaça: os países que deram força aos cartéis foram parar naquele lugar. PPK intensificou os ataques na última semana, afirmando que “filha de batedor de carteiras também é batedora de carteiras”.

A segurança pública e o combate à corrupção são os grandes temas em discussão na eleição peruana, que acontece no próximo domingo. A economia é um tema secundário, afinal os dois candidatos têm visões semelhantes e não há crise no país.

Enquanto Brasil, Argentina e Venezuela amargam recessões, o Peru segue imune à desaceleração mundial, apostando no livre-mercado. Para driblar o fim do ciclo das commodities, o país tem registrado um forte crescimento no turismo, considerado prioridade nas duas campanhas eleitorais.

Reportagem: Victor LaRegina