Frear desmatamento na Amazônia é desafio do Brasil no Acordo de Paris

  • Por Jovem Pan
  • 03/11/2016 07h51
Desmatamento na Amazônia - floresta amazônica - amazonas

Acordo climático de Paris entra em vigor nesta sexta-feira (04) e combate ao desmatamento na Amazônia será principal desafio do Brasil, para o cumprimento das metas.

O texto elaborado durante a COP-21, em dezembro do ano passado, na França, foi ratificado por 87 países, até esta quarta-feira (2).

O tratado prevê medidas para evitar que a temperatura média da superfície do planeta aumente mais de 2 graus Celsius, até o final deste século.

Para atingir o objetivo, o Brasil se comprometeu a zerar o desmatamento da Amazônia Legal, até 2030.

O governo também prometeu restaurar 12 milhões de hectares de florestas, mas especialistas consideram as metas pouco ambiciosas, diante do problema.

O coordenador da ONG Greenpeace no Brasil, Pedro Telles, disse à Jovem Pan que os crimes ambientais ainda serão tolerados por mais uma década: “a meta que o Brasil apresentou para a ONU com relação ao desmatamento é decepcionante e tem muito a melhorar”.

Pedro Telles cobrou rigor na fiscalização na região da Floresta Amazônica e afirma que o governo brasileiro poderia ter apresentado metas mais efetivas.

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, ressaltou que o cumprimento dos objetivos traçados no acordo precisa ser acompanhado: “o Acordo de Paris, entrando em vigor, tem que deixar de ser promessa e passar a ser mudança de rumos na economia mundial”.

Carlos Rittl disse que o Brasil terá dificuldades para ampliar o uso de fontes renováveis na matriz energética, que é uma das metas estipuladas no acordo.

O secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, classificou o tratado como uma “oportunidade” para o país.

“Nós podemos rumar para uma eocnomia de baixas emiss~ões e promover o desenvolvimento. O Acordo de Paris nos traz uma oportunidade para um novo modelo de desenvolvimento sustentável”, disse.

Everton Lucero acrescentou ainda que o compromisso assinado pelo Brasil no acordo de Paris prevê a total descarbonização da economia, até o ano de 2100.

Estados Unidos, Índia e China, atualmente responsáveis pelas maiores emissões de poluentes, são alguns dos signatários do tratado.

O pacto substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2020 e pode ter avaliações periódicas, a cada cinco anos, para revisão das metas estipuladas.

Na segunda-feira, líderes mundiais se reunirão em Marrakesh, no Marrocos, na conferência COP-22, para definir detalhes sobre a implementação do texto.

*Informações do repórter Vitor Brown