Governador do ES diz que impactos humano e ambiental são responsabilidade da Samarco

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2015 08h24
Paulo Hartung

A movimentação lenta da lama proveniente do rompimento da barragem em Mariana permitiu um maior planejamento das ações por parte do governo do Espírito Santo, porém os danos ambientais serão incalculáveis, é o que diz o governador do estado, Paulo Hartung.

Desde sexta-feira (06/11), o governo do estado coordena seus atos junto com prefeituras municipais ao longo do Rio Doce capixaba, que recebe a lama de rejeitos.

As tarefas mais emergenciais foram as de alertar a população ribeirinha, assim como avisar os munícipios que captam a água do Rio Doce.

Sobre a responsabilidade da tragédia, o governador diz: “Além do impacto humano em Minas Gerais, temos um impacto ambiental de grandes proporções, de responsabilidade da empresa”, referindo-se a Samarco.

O governador afirma que notificaram a empresa no domingo (08/11), informando que eles deveriam abastecer as cidades afetadas com água, antes, durante e depois da chegada da lama. Ele completa: “Vamos tomar todas essas providências, no campo da prevenção, no campo jurídico e da responsabilidade ambiental”.

Paulo Hartung afirma que o rio já subiu quase um metro e lamenta que, além do histórico uso errado do solo e do rio sofrer com o período de estiagem prolongada, ainda precisará enfrentar o impacto de um desastre ambiental. Ele acrescenta: “Temos que cuidar da urgência do momento, cuidar da vida humana, do abastecimento das comunidades, mas o dano ambiental na região de Minas Gerais e por todo Rio Doce é incalculável. Vamos notificar a empresa, cumprindo a legislação ambiental”.

O governo do Espírito Santo mobilizou carros transportadores de água para suprir as necessidades de água tratada. O governador afirmou que tentará trabalhar em conjunto com o governo de Minas Gerais para atender necessidades comuns aos dois estados. Ele afirma: “Marquei uma reunião entre os governos do Espírito Santo e Minas Gerais, junto com o Ministério do Meio Ambiente. Tem muito trabalho pela frente”.

Confira a entrevista completa no Jornal da Manhã.