Governo de Michel Temer em risco? Presidente é citado na delação da Odebrecht

  • Por Jovem Pan
  • 13/04/2017 20h12
-FOTODELDIA- SAO008. SAO PAULO (BRASIL), 04/04/2017-. El presidente de Brasil, Michel Temer, participa hoy , martes 4 de abril de 2017, durante el Fórum Global de la Infancia, una iniciativa que llega por primera a Sudamérica, en el marco de la visita oficial de los reyes de Suecia a Sao Paulo (Brasil). Los monarcas suecos, Carlos XVI Gustavo y Silvia, quienes se encuentran en una visita oficial en Brasil, continuarán su agenda mañana con una visita al Centro de Proyectos y Desarrollo de los cazas modelo Gripen en el municipio de Gavião Peixoto. EFE/FERNANDO BIZERRA JR EFE/Fernando Bizerra Jr. Presidente Michel Temer - EFE

A delação do ex-presidente da Odebrecht Engenharia, Márcio Faria, atingiu em cheio o governo do presidente Michel Temer. Segundo o executivo, o peemedebista comandou uma reunião, no escritório dele em São Paulo, para “abençoar” um acordo que previa o pagamento de cerca de US$ 40 milhões em propina ao PMDB. O encontro ocorreu no dia 15 de julho de 2010, com a participação dos, então, deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, do PMDB, e do lobista João Augusto Henriques. 

Preocupado com a repercussão, o presidente Michel Temer divulgou um vídeo nas redes sociais, na tarde desta quinta-feira, 13, defendendo-se das acusações, mas admitindo ter participado de uma reunião com Márcio Faria. Diante dos depoimentos, Temer estaria planejando uma campanha publicitária para proteger a própria imagem e evitar uma crise maior. 

Nesta edição do 3 em 1, sobre as delações de executivos da Odebrecht, Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira discutiram sobre a situação do presidente Temer e da governabilidade após as revelações. 

Vera Magalhães apontou que existia um consórcio formado por PT e PMDB para roubar dinheiro da Petrobras. Ela também criticou o fato do presidente Michel Temer usar o Palácio do Planalto para responder às acusações de corrupção. Carlos Andreazza ressaltou que PT e PMDB estavam unidos em um projeto para angariar dinheiro por meio de ilegalidades. Para Marcelo Madureira, essa associação entre os partidos é perversa e foi formada para capturar o país.

Confira o debate completo no 3 em 1: