“A Hora do Agronegócio”: febre aftosa e os riscos da instabilidade do dólar

  • Por Mariana Grilli/Jovem Pan
  • 09/11/2015 12h44
Febre Aftosa

“A Hora do Agronegócio” também é prestação de serviço, por isso alerta para a segunda etapa da vacinação contra febre aftosa. O Ministério da Agricultura espera que sejam vacinados 147 milhões de bovinos e bubalinos até o final desta segunda etapa. Em algumas regiões do Amazonas, Pará e Tocantins, a etapa já está concluída; nos estados do Amapá, Rondônia e Roraima, ainda está em andamento. A exceção é o estado de Santa Catarina, que é reconhecido como livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. Ainda de acordo com o MAPA, na 1ª etapa da campanha nacional contra a doença, o índice de vacinação foi de 98%.

Nesta segunda-feira (09) deu-se início à greve dos caminhoneiros e, além disso, a paralisação dos petroleiros também permanece há 12 dias. Por isso, conversamos com Presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Roque Dechen, que garante que a instabilidade no transporte afeta diretamente o agronegócio: “o setor agrícola já começa a ficar preocupado, porque se você sai com uma carga e o caminhão não tem combustível o suficiente para chegar ao destino, você corre o risco de ficar parado e perder a mercadoria de perecíveis”.

Já no âmbito das exportações, “A Hora do Agronegócio” decidiu adentrar em território africano. O Brasil é o primeiro exportador de alimentos e bebidas para a África, atualmente integrada por 54 países, e em termos de corrente de comércio, foram movimentados 26 bilhões de dólares entre o país e o continente. Para o gerente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Thiago Gusman, a atuação da Embrapa e do Senai na África é sinônimo de tecnologia e capacitação. “Além da questão do agronegócio, estamos conseguindo cada vez mais mercado de máquinas e equipamentos e cada vez mais empresas estão vendo esse potencial”, explica Gusman.

Já no quadro de entrevistas, José Luiz Tejon recebeu o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL) e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecurária do Brasil (CNA), Carlos Sperotto. O convidado traz informações sobre a produtividade de arroz no Sul do País e também alerta para a falta de seguro do câmbio, que em caso de instabilidade da moeda, pode provocar a inadimplência financeira dos produtores: “o dólar, com a cotação que está, cria um impeditivo de entrar aqui e avassalar com a nossa produção”.

O ouvinte do “A Hora do Agronegócio” também consegue conferir comentários de Tejon sobre a crise financeira na criação de burocracias que impactam o agribusiness e também mais uma polêmica com os agrotóxicos. Além disso, a coordenadora de sustentabildiade da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), Beatriz Secaf, informa sobre o protagonismo das mulheres no agronegócio.

“A Hora do Agronegócio” é produzido por Mariana Grilli, sonoplastia de Reginaldo Lopes e vai ao ar todos os domingos, às 7h. Mercado, sustentabilidade, opinião: o agronegócio em todas as esferas com José Luiz Tejon.