Incentivo para setor petrolífero não deve ter grande impacto, diz especialista

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2016 09h51
Petrobras

 As ações da Petrobras ficaram abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 2003 e, com isso, o governo anunciou um pacote de incentivos para o setor de petróleo e gás. Na segunda-feira (18/01), as ações preferenciais da estatal caíram mais de 7% e terminaram o dia negociadas a R$ 4,80. A queda do barril no mercado internacional, aliada ao fim das sanções ao Irã, que deve ampliar a produção da matéria-prima, colaboraram para o resultado.

A economista Celina Ramalho, conselheira do Cofecon, diz a Anderson Costa que o cenário ruim para o petróleo deve permanecer no curto prazo: “Todos os países estão envolvidos. Os exportadores de petróleo, os produtores de combustível que utilizam a base industrial para isso. Não é um movimento de curto e médio prazo, é um movimento que trará um novo cenário para essa matéria-prima mundialmente”.

O professor da Fundação Getúlio Vargas, Rafael Schiozer, destaca que o pacote decretado por Dilma Rousseff não deverá ter impactos significativos devido à competitividade: “Essa medida eu não acho que seja muito relevante, mas ela beneficiou um pouco a Petrobras e as empresas produtoras de petróleo, mas esse impacto é marginal, não é muito grande”. Rafael Schiozer entende que a situação deve piorar porque o preço do petróleo pode cair ainda mais ao longo do ano.

Na semana passada, a Petrobras anunciou redução de US$ 32 bilhões no plano de investimentos da estatal para o período 2015-2019.