Indefinição para o cargo de ministro da Justiça gera disputa interna no PMDB
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Os líderes do PMDB discutem o mal comum aos partidos que chegam ao poder: disputas internas e desunião. A luta pela proximidade com o presidente Michel temer no Palácio do Planalto tem provocado ações isoladas e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, tenta firmar sua própria liderança, independente do grupo que apoia o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros.
O grupo da Câmara não se entende e os peemedebistas que estão no Palácio dizem que a indicação do novo ministro da Justiça traduz essa situação.
O processo recuou e agora o PMDB volta a reivindicar claramente o posto na Esplanada. O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) se fortalece e pode ser o novo ministro da Justiça, e o advogado Antonio Mariz secretário nacional de Segurança Pública.
A definição pode sair nesta terça-feira (21), caso a indicação do ministro Alexandre de Moraes para o STF passe pela sabatina com sucesso.
Ainda há disputa na Justiça, os mineiros estão irritados por não terem representação na Esplanada dos Ministérios.
O presidente do PMDB, senador Romero Jucá, tenta unificar as ações do partido e garante que não há divisão.
Mas o certo é que Eliseu Padilha, Renan Calheiros e Romero Jucá não querem o mesmo que o PMDB da Câmara quer. Esta é a raiz da discórdia no partido.
*Informações do repórter José Maria Trindade
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