Jaques Wagner acredita que pedido de impeachment não vai prosperar na Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 23/12/2015 11h14
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 03.12.2015 - O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, concede entrevista coletiva sobre a reunião de coordenação política ampliada com os ministros do governo e a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Alan Marques/Folhapress)Ministro-chefe da Casa Civil

 A presidente Dilma Rousseff volta a se defender e afirma que impeachment vira golpe quando não há fundamento legal. Na terça-feira (22/12), ela destacou que tem coragem para enfrentar aqueles que pretendem atropelar a democracia. A presidente diz que sua biografia e vida pública não têm manchas e seus compromissos continuarão sendo dirigidos aos que precisam. Em uma inauguração em Salvador, na Bahia, Dilma Rousseff ressaltou que não cometeu crime de responsabilidade: “Impeachment em si não é golpe, porque está previsto na nossa Constituição. Vira golpe quando não há nenhum fundamento legal para qualquer projeto de impeachment”.

Dilma Rousseff aponta que é preciso observar a Constituição e que o povo está sendo prejudicado por aqueles que querem “ver o circo pegar fogo”. Dilma Rousseff acentua que os interesses do país têm que estar em primeiro lugar e que os políticos devem pensar mais no Brasil: “O nosso país precisa de tranquilidade, precisa que todos nós olhemos acima dos nossos interesses partidários e eleitorais”.

Para o ministro-chefe da Casa Civil, o processo de impeachment esfriou após o embate no Supremo Tribunal Federal. Falando a Daniel Lian, Jaques Wagner enfatiza que agora a questão está no devido lugar e que a situação levará a um ambiente mais positivo: “Tenho convicção que mesmo na Câmara a gente conseguirá um número para ele não prosperar. O que eu gostaria é que esse processo fosse rápido, porque não dá para ficar vivendo, apesar de que, como ele esfriou, eu acho que em 2016 você entra com um grau de segurança muito maior na política”.

Jaques Wagner, no entanto, destacou que é o presidente da Câmara é quem vai ditar o ritmo do processo. Eduardo Cunha vai se encontrar com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, nesta quarta-feira (23/12) para discutir sobre dúvidas no rito do impeachment.