465 anos de São Paulo: Os caminhos percorridos até a atualidade

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2019 06h30 - Atualizado em 21/01/2019 10h23
Antonio Aguillar/Estadão ConteúdoA história começa com um grupo de padres jesuítas, dentre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, que fundam em 1554 um colégio para catequizar os indígenas da região

A cidade de São Paulo completa 465 anos no dia 25 de janeiro. E, com a correria do dia a dia de uma das maiores cidades do mundo, nem conseguimos imaginar como chegamos a esse ponto.

Em uma volta pela capital ao longo do tempo, é possível rever quais caminhos foram percorridos para estarmos hoje aqui.

A história começa com um grupo de padres jesuítas, dentre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, que fundam em 1554 um colégio para catequizar os indígenas da região. O local escolhido foi o alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, onde começava a tomar forma de cidade com o povoamento ao redor da área do Páteo do Collegio.

Poucos anos depois, em 1598, chegam os beneditinos à cidade. A partir de 1600 começou a construção do que hoje é o Mosteiro de São Bento. Segundo o documento de doação das terras, guardado no arquivo do Mosteiro, o local era “o mais importante e melhor, depois do colégio”.

Outro ponto que ajuda a contar a história de São Paulo é a Rua 25 de Março. O tradicional centro de compras que reúne consumidores de todo o Brasil é datado do ano de 1825, com o movimento de imigrantes árabes, que abriam seus primeiros comércios por aqui.

Dois anos depois, em 1827, Dom Pedro I decreta a criação de dois cursos jurídicos no Brasil: em Olinda, Pernambuco, e em São Paulo. Assim, a capital paulista ganhava sua faculdade de Direito, instalada no Largo São Francisco.

A ideia era formar governantes e administradores públicos para desenvolver o país recém-independente de Portugal. Dessa instituição surgiram grandes nomes do Brasil, além de ser palco de movimentos e ações que mudaram os rumos do País, como o dos abolicionistas e o das Diretas Já.

Já em 1891 era inaugurado o maior cartão postal da cidade: a Avenida Paulista. Com quase três quilômetros de extensão, foi projetada pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima. Durante anos foi o local de residência dos barões do café em suas suntuosas mansões.

Hoje, quase todos esses espaços deram lugar a edifícios modernos que abrigam os centros financeiro, comercial e midiático do Brasil.

Daí, pulamos para 1901, data da fundação da Estação da Luz, inspirada na Abadia de Westminster, de Londres. Por esses trilhos chegaram muita gente do Brasil e do mundo para construir a vida São Paulo, fazendo que a estação fosse seu primeiro contato com o futuro que viria.

Em 1929, outro marco para São Paulo. Era fundado o Edifício Martinelli, primeiro arranha-céu da metrópole, com 30 andares, bem no centro da cidade, entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e São João. Mesmo com outros grandes edifícios na cidade, ainda mantém-se como um dos excelentes locais para apreciar São Paulo do alto.

É impossível contar a história da capital paulista sem citar o Mercado Municipal. A morada do delicioso sanduíche de mortadela e das bancas de frutas, especiarias e outras guloseimas foi inaugurada em 1933.

Até hoje conhecer seus quase 300 estandes e mais de 12 mil metros quadrados é uma das missões preferidas dos turistas que passam pela cidade.

Depois de um passeio gastronômico desses, a melhor pedida é relaxar e praticar alguma atividade física. O lugar ideal é o Parque Ibirapuera, criado em 1954 para comemorar o quarto centenário de São Paulo.

Em 2017 foi o parque mais visitado da América Latina, com aproximadamente 14 milhões de visitas, além de ser um dos locais mais fotografados do mundo e o mais popular do Brasil em check-ins nas redes sociais.

Daí, um passo para retornar ao Marco Zero, praticamente onde tudo começou. Nesse local, também em 1954, no quarto centenário de São Paulo, era inaugurada a Praça e a Catedral da Sé.

Em sua cripta estão os restos mortais do cacique Tibiriçá e dos padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, aqueles que em 1554, começaram a trilhar os caminhos que nos tempos de hoje, nós seguimos a caminhar.

*Informações do repórter Fernando Martins