49% dos brasileiros querem guardar dinheiro em 2020, aponta SPC

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2020 07h45
Itaci Batista/Estadão Conteúdo61% dos entrevistados disseram estar com altas expectativas em relação a economia neste ano

Guardar dinheiro é a principal meta financeira de 49% dos brasileiros para 2020. A conclusão é de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

O levantamento considera que apenas 16% das pessoas conseguiram realizar todos objetivos determinados para o ano passado. No entanto, neste aspecto, 2020 é visto com otimismo: 61% dos entrevistados declararam estar com altas expectativas em relação a economia. Além disso, 65% esperam melhoras no país no quesito finanças.

Para os que têm boas expectativas, as razões apontadas são o sentimento de que as coisas podem melhorar apesar dos problemas e a confiança de que haverá uma recuperação financeira. Este é o segundo ano consecutivo em que a meta central do brasileiro é poupar. A crise foi apontada como principal fator de impedimento para que fosse feita a reserva em 2019.

A economista-chefe do SPC, Marcella Kawauti, atribui a dificuldade do brasileiro em poupar à falta de organização e planejamento. “Para aquela pessoa que quer colocar essa meta em prática nesse ano, em primeiro lugar precisa organizar seus gastos e seus rendimentos. E começar a fazer gastos de força mais eficiente, ou seja: gastar menos e gastar melhor, para que sobre um dinheiro para fazer essa reserva financeira. É importante também que esse planejamento seja colocado em prática não só no primeiro mês do ano, mas ao longo de todos os 12 meses”, explica.

Mesmo com o fim da recessão, alguns problemas ainda permanecem na vida dos brasileiros. Seis em cada dez afirmaram que os efeitos da crise afetaram seu dia a dia. Em contrapartida, 19% não perceberam reflexos no cotidiano e outros 18% não souberam dizer.

Neste contexto, muitos consumidores pretendem tomar atitudes para evitar tais efeitos em 2020, como pesquisar sobre preços, ter mais controle das despesas de casa e evitar parcelamentos.

*Com informações da repórter Beatriz Carapeto