À espera de pacote de ajuda, prefeitos se reúnem nesta quarta com Pazuello

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2020 06h53 - Atualizado em 20/05/2020 07h38
José Dias/PRA Frente Nacional dos Prefeitos quer apresentar assuntos que estão pendentes desde o início da pandemia

Nesta quarta (20), os prefeitos vão conversar com o ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello. Já o presidente Jair Bolsonaro se reúne na quinta-feira (21) por videoconferência com governadores de todo o país.

A Frente Nacional dos Prefeitos quer apresentar assuntos que estão pendentes desde o início da pandemia e cobrar principalmente a disponibilização de insumos para os municípios.

Dados divulgados pela Câmara dos Deputados mostram que apenas cerca de 25% dos R$ 258,5 bilhões em créditos extraordinários aprovados pelo Congresso foram efetivamente liberados pelo governo federal — o que representa cerca de R$ 64 bilhões.

Até por conta da urgência em ajudar estados e municípios, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, cobrou pressa do presidente Jair Bolsonara para sancionar o projeto de ajuda aos estados e municípios.

Rodrigo Maia, avalia como positivo o encontro que o presidente marcou com governadores para discutir principalmente a questão do veto à possibilidade de reajuste. O temor nesse momento é do governo vetar parte da proposta e o veto ser derrubado lá no congresso nacional.

As dificuldades financeiras são sentidas em todos os níveis de governo. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, durante videoconferência, admitiu que é um desafio, trabalhar com orçamentos tão apertados uma vez que é praticamente impossível reduzir gastos de um ano para outro.

O secretário ressalta que a situação fiscal que já era complicada, deve se aprofundar ainda mais. Ainda de acordo com o secretário o ajuste fiscal não será abandonado, mas que nesse momento a prioridade é cuidar das pessoas.

Mansueto comentou também que os países, de modo geral, estão criando impostos sobre transações financeira como era na antiga CPMF. Ele admite que o assunto deverá ser debatido, apesar do presidente Jair Bolsonaro descartar totalmente a possibilidade de uma proposta dessa vingar.

Diante da dificuldade financeira também da população, a Aneel anunciou que vai adiar reajustes nas contas de luz até o próximo ano.

Na segunda-feira (18) o governo editou um decreto que prevê a possibilidade das empresas buscarem empréstimos junto a bancos públicos e privados para compensarem perdas de receita e aumento da inadimplência.

A promessa é que os custos dessas operações sejam compartilhados com os grandes consumidores de energia, mas não com os clientes residenciais.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin