A menos de uma semana da convenção, PSB é o partido mais dividido das eleições presidenciais

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2018 06h16
Marcelo Camargo/Agência BrasilUm eventual apoio do PSB, que marcou convenção para o dia 05, é tido como decisivo para Ciro Gomes

O PSB chega à última semana antes da convenção nacional como o partido mais dividido para as eleições presidenciais. Desde a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa em concorrer, as lideranças pedem caminhos diferentes no plano nacional.

Diretório estadual mais influente dentro do partido, o PSB de Pernambuco é um dos poucos que defendem uma aliança com o PT, mesmo com a provável inelegibilidade do ex-presidente Lula.

A sigla trabalha pela reeleição do governador Paulo Câmara, que tem como uma forte oponente a pré-candidata do PT ao governo Marília Arraes. Com o PSB apoiando Lula ou um substituto, aumentariam as chances de a candidatura de Marília ser retirada pelos petistas.

Outro grupo prega que a legenda se mantenha neutra no primeiro turno. O governador de São Paulo Márcio França, aliado de Geraldo Alckmin (PSDB), é um dos que trabalham para isso. Mas hoje, o partido tem uma leve tendência a apoiar Ciro Gomes (PDT), visto como o nome mais viável à esquerda.

Ao se lançar como candidato à reeleição, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, defendeu a posição: “eu acho muito importante que isso aconteça. A gente tem que acabar com a polarização PT-PSDB, que levou o Brasil a essa situação e entendo que Ciro Gomes é uma boa alternativa”.

Um eventual apoio do PSB, que marcou convenção para o dia 05, é tido como decisivo para Ciro. Além de sair do isolamento, ele provavelmente atrairia também o PCdoB, formando uma chapa mais forte dentro do campo da esquerda.

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*Informações do repórter Levy Guimarães