ABEAR critica adiamento do horário de verão e solicita que data inicial seja mantida

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2018 07h15 - Atualizado em 05/10/2018 07h16
PixabayEm nota, a Abear declarou que a mudança vai afetar pelo menos três milhões de passageiros, em 42 mil voos das companhias associadas

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas se posicionou contra o adiamento do horário de verão. O Governo Federal postergou para o dia 18 de novembro a entrada em vigor que estava prevista para o dia 04 do mesmo mês.

O presidente da República, Michel Temer, atendeu ao pedido do Ministério da Educação, que temia que o novo horário prejudicasse os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. As provas serão realizadas nos dias 04 e 11 de novembro.

Além disto a alegação é que contribuirá com o Tribunal Superior Eleitoral para que as eleições não sejam impactadas.

Em nota, a Abear declarou que a mudança vai afetar pelo menos três milhões de passageiros, em 42 mil voos das companhias associadas.

Ainda de acordo com a entidade, a alteração trará sérias consequências para o planejamento da operação aérea e, consequentemente, para os consumidores.

O temor é que um número expressivo de passageiros perca voos, já que no momento da aquisição dos bilhetes com antecedência os usuários contavam com a hora de verão.

A instituição solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria de Aviação Civil e ministérios dos Transportes, Minas e Energia e Casa Civil que a questão fosse revista e que a data inicial fosse mantida.

A alegação é a manutenção em pleno funcionamento do setor, seja em voos domésticos, onde há diferentes fusos, ou em voos internacionais que conectam mais de 50 países.

O apontamento é que modificações em curto período levam riscos a toda as operações das companhias aéreas.

Nos últimos dez anos, de acordo com o Governo federal, o horário de verão possibilitou uma redução média de 4,5% na demanda por energia nas horas de pico que são as de maior consumo. A economia total de energia fica na casa de 0,5%. Além disto, diminui a necessidade do uso de termelétricas que são mais caras e mais poluentes.

*Informações do repórter Daniel Lian