Abin pode investigar eventuais irregularidades de Estados e municípios na pandemia, diz Heleno

Ministro foi questionado se o presidente Jair Bolsonaro teria pedido à Agência o levantamento de irregularidades relacionadas à pandemia nos dois âmbitos

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2021 07h55 - Atualizado em 20/05/2021 10h27
Fátima Meira/Estadão ConteúdoHeleno descartou licitação do governo para equipamentos de espionagem de celulares

General Heleno avalia que a Abin pode investigar Estados e municípios. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, foi ouvido na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e foi sincero. “Não chega a ser um prazer, mas é uma honra estar aqui nesta comissão.” O general Augusto Heleno ressalta que acompanhar eventuais desvios de recursos e mal feitos com as verbas destinadas a Estados e municípios durante a pandemia faz parte das atribuições da pasta. “É um órgão de inteligência e que pode ser solicitado pelo presidente da República que verifique o que aconteceu com as verbas que forma destinadas a Estados e municípios. Não tem nada de ilegal ou irregular. É perfeitamente válido que isso aconteça.”

O ministro foi questionado se o presidente Jair Bolsonaro teria pedido à Agência Brasileira de Inteligência o levantamento de irregularidades relacionadas à pandemia, em âmbito estadual e municipal. O general Heleno delegou ao diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, se agentes furaram a fila da vacinação contra a Covid-19 em Brasília. “Nenhuma gestão da instituição foi feita apenas pela associação dos servidores para tentar promover vacinação de servidores da Abin. A única recomendação da Abin nesse sentido foi para que fossem vacinados servidores em risco epidemiológico em trabalho de campo.” Heleno descartou licitação do governo para equipamentos de espionagem de celulares. Já o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, admite a preocupação da pasta na aquisição da tecnologia, por diversos órgãos, que a inteligência de Estado não tem essa prerrogativa, mas a que o Executivo e o Judiciário poderiam utilizá-la.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos