Acusação dos EUA pode desencadear novo conflito bélico no Oriente Médio

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 16/09/2019 09h23
EFEOs Estados Unidos acusam o Irã de ter participado dos ataques aos campos petrolíferos na Arábia Saudita

Forte repercussão na Europa aos ataques na Arábia Saudita que afetaram duramente a produção de petróleo do país. Todas as bolsas relevantes da região operam em queda nesta manhã. O barril de petróleo é negociado com alta expressiva em Londres, acima dos 8%.

Para os britânicos a situação no Oriente Médio é ainda mais complicada por questões morais e comerciais. Há intenso debate no país sobre a venda de armas para o regime de Mohammad Bin Salman. O Reino Unido fatura alto com as atrocidades cometidas pelos sauditas no Iemen.

Desde que as investidas aéreas começaram contra os rebeldes apoiados pelo Irã, em 2015, o Reino Unido fechou contratos equivalentes a quase r$ 25 bilhões vendendo drones, caças e mísseis guiados.

Agora os Estados Unidos acusam o Irã de ter participado dos ataques aos campos petrolíferos na Arábia Saudita, o que pode desencadear um novo conflito bélico no Oriente Médio – e, consequentemente, mais lucro para a indústria armamentista da rainha Elizabeth II.

A justiça britânica já declarou que o comércio de armas com os sauditas é ilegal, porque fere as regras da União Europeia, mas isso não impediu o comércio entre os dois países.

Brexit

Apesar de toda crise no parlamento e das derrotas consecutivas na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro britânico está irredutível. Boris Johnson se encontra nesta segunda-feira (16) com o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, em Luxemburgo, e a mensagem é a mesma: Não importa o que vai acontecer, o Reino Unido irá sair da da União Europeia no dia 31 de outubro.

Johnson insiste que o governo dele quer encontrar um acordo com os europeus, mas que o divórcio litigioso segue como opção. A questão é que vai ficando mais claro que o primeiro-ministro não tem nenhuma alternativa para costurar um acordo com os europeus.

As negociações não avançaram desde que ele assumiu o cargo e a impressão é que, mais uma vez, Boris está mentindo descaradamente. A Suprema Corte britânica vai começar a julgar na terça-feira (17) se a suspensão do parlamento é legal ou não.