Adiamento das eleições muda estratégia de campanha de vereadores em SP

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2020 06h51 - Atualizado em 06/07/2020 08h35
Divulgação/CMSPCom a mudança, primeiro turno será em 15 de novembro; e nas cidades com mais de 200 mil eleitores, o segundo turno ocorre em 29 de novembro

O meio político descarta certezas em torno das eleições 2020, após o drama das famílias com perdas para o coronavírus, reflexos econômicos e o isolamento social. Mas existe um consenso de que se as pessoas moram nas cidades e a forma como tudo passou nesses meses é um fator decisivo.

Na Câmara de São Paulo é o maior legislativo do país, com 55 vereadores, o adiamento das eleições foi recebido como natural. Com a mudança, primeiro turno será em 15 de novembro; e nas cidades com mais de 200 mil eleitores, o segundo turno ocorre em 29 de novembro. Se municípios ainda tiverem casos graves, ainda haverá a possibilidade de mudar as datas até 27 de dezembro.

O presidente do legislativo paulistano, Eduardo Tuma (PSDB), concorda com a decisão do Congresso. “Adia mas não prorroga os mandatos, o que respeita o eleitor brasileiro com a  escolha que fez em 2016 e com o adiamento para novembro permite um prazo adequado para qualquer transição que seja necessária entre os governos.”

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas entre 31 de agosto a 16 de setembro e podem ser virtuais. O registro dos candidatos pode acontecer até 26 de setembro na Justiça Eleitoral. A propaganda eleitoral começa em 27 de setembro a 12 de novembro no rádio e na TV, 35 dias antes da eleição.

O vereador Gilberto Natalini, do PV, ressalta o maior tempo ao eleitor. “A participação nesse ano será diferente dos outros anos. Eu espero que esse adiamento sirva para consolidar a democracia brasileira e também para que o povo possa, dentro do sofrimento que estamos passando na pandemia e com a situação econômica do Brasil, possa escolher melhor os que serão eleitos vereadores e prefeitos do nosso país.”

Do ponto de vista político são muitas as avaliações. Destacam um possível benefício para quem já tem mandato, diante das limitações as campanhas, a situação econômica gera desgaste aos governistas e pode fortalece a oposição. O vereador Antonio Donato (PT) ressalta a disputa muito diferente em 2020.

“A eleição em outubro os favoreceria diferentemente da eleição em novembro, porque a crise pode se aprofundar a crise econômica certamente estará mais profunda. Talvez os recursos da prefeitura tenham um abalo forte, cada vez que passa significa menos impostos, menor capacidade de atuação das prefeituras. Mas acho que seja uma avaliação muito momentânea, oportunista por parte de quem está nos cargos. É difícil dizer os desdobramentos.”

*Com informações do repórter Marcelo Mattos