Advogado de Cunha abandona defesa após críticas do ex-presidente da Câmara a Fachin

  • Por Jovem Pan
  • 29/08/2017 07h46
BRA100 BRASILIA(BRASIL),14/06/2017.- Fotografía de archivo del 19 de mayo de 2014, del expresidente del congreso nacional Eduardo Cunha, en la ciudad de Brasilia (Brasil). El expresidente de la Cámara de los Diputados de Brasil Eduardo Cunha, preso desde 2016 por asuntos de corrupción, aseguró hoy a la policía que el mandatario Michel Temer nunca intentó comprar su silencio, informó su abogado. Cunha, impulsor del juicio político que llevo a la destitución de Dilma Rousseff, declaró hoy, 14 de junio de 2017 en el marco de una investigación abierta contra el presidente Michel Temer por los supuestos delitos de corrupción, obstrucción a la justicia y asociación ilícita. EFE/FERNANDO BIZERRA JR/ARCHIVOCunha acusa ainda o ministro Edson Fachin de obstrução aos pedidos de liberdade e beneficiar os delatores da JBS

O advogado Rodrigo Sanchez Rios abandonou a defesa do ex-presidente da Câmara, após uma nota, escrita no complexo penal em que está preso, na qual Eduardo Cunha afirma que Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, pediram ajuda para aprovar o nome de Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal, em 2015.

“Quando Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o País iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional de que a sociedade necessitava”, diz a nota.

Cunha acusa ainda o ministro Edson Fachin de obstrução aos pedidos de liberdade e beneficiar os delatores da JBS.

O advogado Rodrigo Sanchez Rios mora em Curitiba e possui relação com o ministro Fachin, que também desenvolveu sua carreira jurídica no Paraná.

Rios visitava Cunha com frequência na cadeia e justificou sua saída por motivos práticos: “entendo que a defesa deva se concentrar em Brasília por conta do eminente esgotamento das instâncias ordinárias da 4ª região”.

O ex-deputado também possui outros dois advogados em Brasília: Ticiano Figueiredo, na defesa nas ações da Lava Jato, e Delio Lins e Silva, que não conseguiu acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República.

*Informações do repórter Marcelo Mattos