Aegea vence leilão de concessão do saneamento básico em Cariacica e Viana, no ES

A empresa terá de investir R$ 580 milhões em infraestrutura ao longo de três décadas

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2020 06h50
Agência BrasilO serviço vai beneficiar 423 mil habitantes em parceria com a Cesan, a Companhia Espírito-santense de Saneamento

A empresa de saneamento básico Aegea venceu, nesta terça-feira, 20, o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) de Cariacica e Viana, no Espírito Santo. A companhia ofereceu um lance de R$ 0,99 e deságio de 38,13% sobre o valor da tarifa de esgoto. Com isso, a Aegea desbancou os outros seis consórcios que participaram da disputa. Esse foi o segundo leilão do setor de saneamento básico depois da aprovação do novo marco regulatório do setor, em junho deste ano. O secretário de Saneamento do governo federal, Pedro Maranhão, comemorou o resultado da disputa. “Hoje estamos muito contentes com esse acerto do governo. Vamos caminhar para 2033 para a universalização, quando vamos beneficiar 100 milhões de pessoas que não têm esgoto, 35 milhões sem água tratada, 3,1 mil lixões. Não só a questão da saúde e da qualidade de vida, mas a questão ambiental.”

O serviço vai beneficiar 423 mil habitantes em parceria com a Cesan, a Companhia Espírito-santense de Saneamento. A PPP de Cariacica tem o objetivo de universalizar o acesso à rede de esgotamento sanitário até o 10º ano dos 30 anos de duração do contrato. Atualmente, apenas 48% da população da região têm coleta de esgoto, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), que participou da modelagem da parceria. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) falou sobre a importância do leilão para os capixabas. “Então nós temos até 2030 a garantia da universalização do saneamento na região metropolitana e a garantia do saneamento e da despoluição da baía de Vitória até 2030”, afirma. Pelas regras do edital, a Aegea terá de investir R$ 580 milhões em infraestrutura de saneamento básico ao longo de três décadas. Desse total, R$ 180 milhões devem ser aplicados nos primeiros cinco anos. Contando com o custo operacional, o total investido chegará perto de um R$ 1,3 bilhão.

*Com informações da repórter Nicole Fusco