Aeroporto de Guarulhos não tem alvará do Corpo de Bombeiros em três terminais

  • Por Jovem Pan
  • 24/10/2019 09h17
FEPESIL /FUTURA PRESS/ ESTADAO CONTEUDOGRU Airport, que administra o aeroporto, tem 180 dias para regularizar a situação

O Ministério Público Federal (MPF) apura, em inquérito, a ausência de alvará de licenciamento do Corpo de Bombeiros nos três terminais do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo a GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, o documento de auto de vistoria dos bombeiros do Terminal 1 expirou em abril de 2019 e não foi renovado, assim como o do Terminal 3, que também venceu. Já o do Terminal 2 nunca foi emitido. Entre as irregularidades constatadas estão, por exemplo, escadas bloqueadas e hidrantes sem água.

O presidente da Comissão Especial de Inquéritos da Câmara Municipal de Guarulhos, vereador João Dárcio (Podemos), destaca que o maior aeroporto do continente não comporta uma situação como esta.

“As irregularidades existem e foram comprovadas pelo Corpo de Bombeiros da cidade de Guarulhos. Ou seja: o aeroporto internacional da nossa cidade opera sem os autos de vistoria. Somente o edifício garagem possui esse laudo. Nós não podemos deixar com que uma situação como essa afete a vida das pessoas que trabalham no aeroporto, que circulam pelo maior aeroporto da América Latina”, disse.

O Corpo de Bombeiros deu prazo de 180 dias para que a GRU Airport regularize a situação devido a complexidade do sítio aeroportuário.

O porta-voz da corporação, capitão Marcos Palumbo, aponta que um processo de fiscalização foi aberto. “O Corpo de Bombeiros também abriu o processo de fiscalização para que possa dar prazo ao interessado, para fazer as devidas correções, e depois retornem ao Corpo de Bombeiros para a solicitação das análises e também de vistorias da edificação para a obtenção do auto.”

A administração diz que assumiu o local sem os documentos e que trabalha para conseguir os laudos até o final deste ano. A empresa ainda ressaltou que possui infraestrutura de combate a incêndio.

O diretor de operações da GRU Airport, Miguel Dau, assegura que não há risco. “O fato de nós termos uma apólice de seguro que faz a cobertura de contra incêndio dessas instalações, se nós não estivéssemos com esta capacitação em dia, a seguradora não iria acatar a apólice deste aeroporto. Então eu poderia afirmar que os passageiros e as pessoas que se destinam ao aeroporto não correm risco”, afirmou.

A comissão pretende fazer uma diligência nos terminais para observar supostas falhas. e os bombeiros podem multar a GRU Airport – em caso de reincidência, o valor é dobrado. Sobre uma possível interdição, cabe à prefeitura de Guarulhos decidir.

*Com informações do repórter Daniel Lian