Ajufe pede que partidos não conclamem população para manifestação violenta no dia 24

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2018 09h05
Rovena Rosa / Agência Brasil“Acreditamos que partidos que tenham interesse no caso não conclamem a população para esse tipo de manifestação violenta. Manifestação pacífica é bem-vinda, é da democracia”, disse o presidente da Ajufe

Diante das ameaças enviadas aos desembargadores do TRF4 que julgarão recurso do ex-presidente Lula no caso tríplex, no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, muito vem se discutindo sobre medidas de segurança para evitar problemas na próxima semana.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia, recebeu o presidente do Tribunal Regional Federal da quarta região, o desembargador Thompson Flores, nesta segunda-feira (15) para discutir a segurança do julgamento do ex-presidente.

Roberto Carvalho Veloso, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, afirmou que as ameaças contra o julgamento são graves e que chegou a receber um vídeo sobre elas.

“Havia ameaça pela internet recebi vídeo que estavam ameaçando de atear fogo no TRF4. Esse tipo de comportamento nos deixou preocupados e fizemos pedido ao CNJ e Ministério da Justiça para adotar medidas para coibir isso. Queremos deixar claro que manifestação é livre no Brasil, mas nela não pode transbordar para destruição de prédios públicos e nem ameaça aos juízes”, disse. “Acreditamos que partidos que tenham interesse no caso não conclamem a população para esse tipo de manifestação violenta. Manifestação pacífica é bem-vinda, é da democracia”, completou.

Para Veloso, a Polícia tem condições de ter visão antecipada da presença de manifestantes que deverão estar presentes nos arredores do TRF4 na próxima semana: “tanto presença no dia quanto deslocamento”.

No último sábado, o TRF4 confirmou que vem recebendo ameaças feitas pela internet, telefone e cartas, direcionadas aos três desembargadores que vão julgar o caso. A Polícia Federal está investigando essas ameaças.

Um militante do PCdoB, que mandou mensagem via aplicativo de mensagem dizendo que a condenação de Lula seria inaceitável e que era preciso “estourar a cabeça dos coxinhas” foi suspenso pelo partido por 120 dias. Questionado se haveria ação contra um militante identificado como esse, o presidente de Ajufe disse que há como monitorar.

“O monitoramento é a primeira coisa a ser feita para saber se ele de fato quer implementar o que ele ameaçou. Precisa de monitoramento dele, é possível a Polícia monitorar”, finalizou.

Confira a entrevista completa com o presidente da Ajufe, Roberto Veloso: