Alckmin critica rombo da meta, mas diz que decisão não interfere nas contas do Estado

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2017 09h47 - Atualizado em 17/08/2017 11h53
O Governador de São Paulo, durante coletiva de imprensa para apresentar os novos indices da SSP/SP. Data: 26/01/2016. Local: São Paulo/SP Foto Ciete Silvério/A2imgGeraldo Alckmin declarou à reportagem da Jovem Pan que a medida do Governo Federal ao dilatar o teto do déficit, gera um rombo ainda maior

O governador de São Paulo criticou a revisão da meta fiscal deste ano e 2018 para R$ 159 bilhões.

Geraldo Alckmin declarou à reportagem da Jovem Pan que a medida do Governo Federal ao dilatar o teto do déficit, gera um rombo ainda maior. Entretanto, Alckmin afirma que decisão não interfere nas contas do Estado.

“Mesmo com aumento de impostos, claro que não há boa notícia. Você aumenta endividamento do Governo federal. Ideal seria que Governo cortasse mais e não aumentasse o teto do déficit primário”, disse.

Sobre a confirmação do Ministério do Planejamento de que o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, estará no pacote de concessões que o Governo Federal planeja realizar, Geraldo Alckmin defendeu o modelo desde que traga investimentos: “o Governo não deve ser executor de tudo. Acho que reforma do Estado é Governo ter papel mais regulador e fiscalizar. A pergunta é ‘isso é bom ou ruim’. Isso é ótimo se houver bom marco regulatório e fiscalização pelas agências competentes”.

Cálculos iniciais do Ministério dos Transportes apontam que Congonhas pode render R$ 5,6 bilhões ao Governo. Trata-se do aeroporto mais movimentado da Infraero.

*Informações do repórter Felipe Palma